O aparecimento de macacos mortos no início do mês, em Ribeirão Claro (Norte Pioneiro), e na semana passada, no Parque do Ingá, em Maringá (Noroeste), motivou a Prefeitura de Londrina a iniciar uma campanha de vacinação contra a febre amarela. A medida de prevenção tem como objetivo alertar os 10% da população (cerca de 50 mil pessoas) que ainda não teria sido vacinada na última campanha, realizada no final de 1999. Além disso, funcionários da Secretaria Municipal do Ambiente (Sema) vão vistoriar os parques à procura de macacos mortos. Nos dois municípios há suspeita que a doença tenha causado a morte dos animais.
A campanha foi anunciada ontem de manhã. ''Queremos reforçar que aqueles que já foram vacinados na campanha de 1999 não procurem os postos porque não há necessidade de uma nova dose ainda. A vacina é reaplicada a cada dez anos para ter eficácia de 100%. Aquelas pessoas que tiverem dúvidas se receberam vacina podem confirmar nos postos'', disse a coordenadora do setor de Epidemiologia da Secretaria de Saúde, Sônia Fernandes.
Ela ressaltou que a cidade não passa por um momento de risco, por isso não há motivo para alarde. A coordenadora explicou também que a febre amarela é uma doença muito mais presente em áreas silvestres e que dificilmente pode atingir a área urbana. ''Por isso, convocamos principalmente aqueles adultos que vivem em área rural, que praticam ecoturismo ou têm o costume de pescar, pois são pessoas com maior possibilidade de ser picadas pelo mosquito'', disse.
Técnicos da Universidade Estadual de Londrina (UEL) e Sema vão percorrer o interior dos parques Arthur Thomas e Mata dos Godoy para verificar as condições dos animais. ''Não queremos fazer nenhum tipo de alerta porque não há nada acontecendo em nossos parques. Também não há risco de contato com os macacos de Maringá, pois nossa área de mata está bem afastada deles. A ideia é iniciar um monitoramento para checar se não há nada de anormal acontecendo com os animais'', disse o secretário de Ambiente, Florindo Dalberto.
Situação sob controle
A coordenadora do Centro de Informações Estratégicas e Respostas Rápidas de Vigilância em Saúde do Paraná (CIEVS-PR), Ângela Maron de Melo, garantiu que ''a situação no Estado está totalmente sob controle'', mesmo após a confirmação da morte de sete macacos em Ribeirão Claro entre fevereiro e março e outros 10 em Maringá nos últimos dias. Os animais mortos estão sendo analisados e os resultados devem ficar prontos dentro de 20 dias. Na divisa com São Paulo, técnicos da Secretaria Estadual de Saúde (Sesa) estão fazendo a captura de mosquitos para análise e a vacinação também foi intensificada.
A coordenadora advertiu que não é preciso pânico nem correria aos postos de saúde para se vacinar contra a doença. Ela orientou que o maior risco é para aquelas pessoas que estiveram ou vão se dirigir para áreas rurais, próximas de matas. Conforme o CIEVS, todas os casos suspeitos até o momento foram descartados. (Colaborou Luciano Augusto)

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