As dívidas deixadas em Londrina pela administração anterior começam a aparecer nas secretarias. Ontem, a Autarquia Municipal de Saúde divulgou o total de suas dívidas, que ultrapassa R$ 40 milhões. Grande parte deste valor refere-se à dívida com a Caaspml (Caixa de Assistência, Aposentadoria e Pensões dos Servidores municipais) e vem aumentando desde 1992.
Cerca de R$ 11 milhões referem-se a dívidas recentes. Foram contas de água, luz e telefone de toda a estrutura da autarquia que deixaram de ser pagas nos últimos meses.
O secretário da Saúde, Sílvio Fernandes, disse que o pagamento das contas de água, luz e telefone devem ser priorizadas e descartou a possibilidade da dívida inviabilizar o trabalho nas unidades de saúde. Segundo ele, além de tornar pública a situação financeira da autarquia, está sendo feita uma análise para levantar o custo de cada unidade de saúde. Ele disse também que está sendo feita uma auditoria na folha de pagamento da autarquia – R$ 2,4 milhões por mês.
Quanto à dívida com a Caapsml, ela é originária do não repasse dos valores descontados dos servidores em folha de pagamento. Segundo o diretor financeiro da Autarquia, Marcelo Augusto Machado, o problema teve início em 1992 (administração de Antonio Belinati) e prosseguiu nas administrações seguintes, de Luiz Eduardo Cheida e, novamente, com Belinati.
Por causa do atraso no pagamento do salário de dezembro, os servidores terão um prazo extra para pagar o plano de saúde da Caapsml. O superintendente do órgão, Gláudio Lima, disse que a mensalidade que venceria hoje poderá ser quitada no dia 10 de fevereiro. Já a mensalidade de fevereiro será paga em março e abril. Cinco mil servidores possuem plano de saúde, totalizando R$ 1 milhão.

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