Maringá - A Vigilância Sanitária da Secretaria de Saúde de Maringá começou ontem uma fiscalização para evitar o comércio de remédios e alimentos naturais vendidos em locais impróprios ou sem procedência. Em uma loja, os fiscais apreenderam mais de 100 unidades de produtos, entre eles remédios indicados para emagrecimento sem registro no Ministério da Saúde.
Segundo o chefe da Vigilância Sanitária, Gilberto Pucca, a fiscalização tem o objetivo de tentar regularizar o comércio na cidade. Pucca explica que os produtos naturais –chamados de fitoterápicos– cujo rótulo tem determinada indicação são considerados medicamentos e por isso devem ser comercializados em farmácia ou prescritos por médicos. ‘‘Nessa área enfrentamos problemas por causa da cultura popular de que remédio natural não faz mal’’, diz o chefe.
Pucca afirma que o mesmo problema ocorre com os alimentos ‘‘naturais’’, como pão e biscoito do tipo integral. ‘‘Neste caso, o produto deve ter um rótulo indicando entre outras coisas a procedência e o registro no Ministério da Agricultura ou licença emitida pela Vigilância Sanitária’’, esclarece. Pucca diz que vai fazer uma reunião com os donos de lojas de Maringá para explicar o que pode ou não ser vendido e quais as condições para o comércio.
O chefe da Vigilância Sanitária explica que muitos revendedores repassam para donos de lojas produtos que apesar de naturais só podem ser comercializados em farmácias. Segundo Pucca, também as farmácias vão passar por uma fiscalização para averiguar se há produtos sem registro no Ministério da Saúde.

mockup