Saúde fecha abatedouros clandestinos
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quarta-feira, 02 de dezembro de 1998
Sid Sauer 
Dois abatedouros clandestinos que estavam funcionando na zona rural de Campo Mourão foram interditados pela Vigilância Sanitária e pela Secretaria de Estado da Agricultura (Seab). Os dois já tinham sido notificados anteriormente e foram fechados porque continuaram com a atividade ilegal. No local, a Vigilância encontrou equipamentos próprios para o abate de animais em quantidade superior à necessidade de uma família.
Os abatedouros intertidados também foram notificados pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP) por oferecer riscos ao meio ambiente. Os proprietários têm agora 15 dias para apresentar defesa através de recursos. Um terceiro abatedouro clandestino continua sendo investigado pelos órgãos de saúde de Campo Mourão. A vigilância já recebeu denúncia de que o local pratica o abate ilegal, mas ainda não conseguiu comprovar a irregularidade.
As vistorias da Vigilância Sanitária também constataram que outros três abatedouros que já haviam sido notificados encerraram as atividades. O veterinário da divisão de vigilância sanitária da prefeitura, Carlos Bezerra, diz que a fiscalização vem sendo feita com frequência nos 65 estabelecimentos que comercializam carne no município. Segundo ele, a cidade tem três frigoríficos credenciados pelos serviços estadual e municipal de inspeção.
Dos três, dois terceirizaram as atividades para quem quiser realizar abates de animais próprios, explica Bezerra. Um deles é a Associação de Retalhistas, formada por donos de açougues. O veterinário aconselha os consumidores a verificar sempre o carimbo do serviço de inspeção na hora de comprar carnes. O consumidor pode, inclusive, pedir para ver a nota fiscal da compra da carne, ressalta Bezerra.
O veterinário também alerta os consumidores que movimentos fora do horário de atendimento do açougue podem ser suspeitos e devem ser denunciados aos órgãos de saúde pública. O trabalho de combate ao abate clandestino de carne vem sendo intensificado em toda a região de Campo Mourão e já chegou a mobilizar, há seis meses, promotores de Justiça de 12 comarcas numa ação em conjunto.


