Santa Isabel do Ivaí - A secretária municipal de Saúde, Anaelisa Mazzotini, disse ontem que a população deve de fato ficar ''alarmada'' para se dedicar com mais atenção às medidas preventivas contra a toxoplasmose. Um surto atingiu o município, localizado a 92 km de Paranavaí, com 21 casos confirmados e outros 77 notificados. A doença é mais perigosa para gestantes porque pode provocar aborto ou má-formação do feto.
Segundo Anaelisa, a investigação ainda não apontou a fonte de contaminação da toxoplasmose e por isto os cuidados devem ser redobrados. O surto desse tipo de doença é considerado raro e as estatísticas, inclusive nacionais, não apontam casos de notificação compulsória. ''As pessoas precisam se conscientizar de que não adianta apenas evitar água, por exemplo, e deixar de se prevenir com relação as demais coisas'', disse Anaelisa.
O diretor do Departamento de Água e Esgoto (DAE) de Santa Isabel do Ivaí, Antonio Aparecido Moreno, disse ontem que se a fonte de contaminação estiver na água nunca poderá ser comprovada. Ele lembra que o cloro não mata o protozoário responsável pela doença. Além disso, não existe metodologia científica para detectar a presença do protozoário na água.
Conforme Moreno, o fato de não ter registro de crianças entre os casos notificados de toxoplasmose é um indício forte de que o problema não está na água do município. ''A fonte de contaminação pode estar no gado, no carneiro, no porco, em frutas ou nas verduras'', diz o diretor.
Moreno diz que a situação pode ser mais grave. ''A literatura antiga diz que não há transmissão entre seres humanos, mas estudos recentes mostram que a toxoplasmose pode ser transmitida por gotículas, ou seja, por um beijo na boca'', afirma o diretor.

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