Saúde faz ações educativas sobre hanseníase
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 19 de janeiro de 2018
Reportagem Local 
Equipes da secretaria de Saúde de Londrina vem realizando ações alusivas à campanha "Janeiro Roxo", de conscientização sobre a hanseníase. A intenção é abordar diversas questões referentes à doença para desmistificar algumas crenças. Uma delas é com relação ao contágio, visto que muitas ainda acreditam que a doença é transmitida pelo toque na pele, ou seja, através de abraços, apertos de mão ou carinho, o que está errado.
Nesta sexta-feira (19), os profissionais do Nasf-AB (Núcleo Ampliado de Saúde da Família e Atenção Básica) vão conversar com os participantes do grupo de atividade física da UBS (Unidade Básica de Saúde) do Parque Alvorada, zona oeste. Cerca de 20 pessoas devem estar presentes durante as orientações repassadas pelo educador físico Geder Harami e pela farmacêutica Ana Paula Morgado, ambos do Nasf-AB5.
A hanseníase ainda é endêmica no Brasil. Segundo a dermatologista e responsável pela referência de hanseníase na Policlínica de Londrina e na 17ª Regional de Saúde, Cristina Aranda, cerca de 90% da população já conta com uma proteção genética que impede o contágio. Porém, os outros 10% ainda são suscetíveis à doença. Em Londrina, dos 36 casos constatados em 2017, dois eram de jovens com 15 a 19 anos de idade, três de 20 a 29 anos, outros três de 30 a 39 anos, sete casos em pessoas de 40 a 49 anos, 11 casos em cidadãos de 50 a 59 anos, oito em 60 a 69 anos, um caso na faixa dos 70 a 79 anos e outro caso no segmento de 80 anos ou mais.
De acordo com os dados do Sinan Net (Sistema de Informação de Agravos de Notificação), do Ministério da Saúde, em Londrina, a média dos últimos 10 anos foi de 34,4 casos novos registrados anualmente.
BACTÉRIA
A hanseníase é uma doença crônica e infectocontagiosa, causada pela bactéria Mycobacterium leprae. Ela é transmitida por via respiratória, através da tosse, espirro ou pelas gotículas de saliva, assim como acontece com a gripe. Além disso, só transmitem a doença as pessoas sem tratamento e que se encontram em um nível mais avançado da endemia. Isso porque é necessário ter uma grande quantidade do bacilo para expeli-los no ar.
A dermatologista explicou que os cidadãos que suspeitarem da doença devem procurar a UBS mais próxima de sua residência. Após o exame clínico, se constatada a suspeita, o paciente deve ser encaminhado aos exames específicos e para a biópsia. O tratamento é gratuito e oferecido pela rede pública de saúde. É realizado por meio de medicamento via oral e acompanhamento médico. Em estágios iniciais, ele dura seis meses para ser finalizado; em graus mais avançados, leva-se 12 meses.


