Saúde estuda áreas para construir hospital
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sábado, 14 de dezembro de 2013
Micaela Orikasa<br>Reportagem Local 
Londrina O secretário de Estado da Saúde, Michele Caputo Neto, anunciou ontem a liberação de R$ 8 milhões para o início da construção do Hospital da Zona Oeste de Londrina, que já está incluída no orçamento de 2014. Caputo Neto vistoriou terrenos ontem de manhã que poderiam abrigar o hospital e ainda destacou medidas para sanar a crise nos plantões dos hospitais das zonas Norte e Sul e também para a obra da Clínica Odontológica da Universidade Estadual de Londrina (UEL).
Para a construção do hospital, foram levantadas duas hipóteses. A primeira, de ser implantada em um terreno do governo do Estado, próximo ao Terminal da Zona Oeste, que segue em construção, ou então em um terreno da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR).
"A Paraná Edificações está fazendo uma sondagem com relação ao terreno do Estado. Quanto ao da PUC, vamos encaminhar uma discussão com a instituição tanto de Londrina quanto de Curitiba no sentido de verificar se há um interesse em fazer uma parceria, até porque implantaram um curso de Medicina este ano na cidade. Quando estive aqui em maio, foi sinalizado um interesse e essa possibilidade nos anima porque poderíamos avançar também na questão do ensino", declara.
Segundo o secretário, a proposta seria da PUC-PR entrar com o terreno e o governo com a construção. Os custos para a obra são estimados em R$ 40 milhões e o tamanho seria semelhante ao Hospital da Zona Norte. "O que posso garantir é que já colocamos R$ 8 milhões no orçamento do ano que vem. É uma região que tem um volume populacional enorme. Temos que decidir em qual das duas vertentes vamos trabalhar", afirma.
Charles Vezozzo, diretor da PUC-PR campus Londrina, comenta que a informação não é uma surpresa, mas ressalta que não existe nenhuma comunicação oficial. "É muito prematuro por parte da PUC fazer qualquer afirmação, mas existe sim, um interesse da instituição de estudar a possibilidade da questão hospitalar", salienta.
De acordo com Vezozzo, a PUC de Londrina já está ligada à Santa Casa de Londrina, além das Unidades Básicas de Saúde indicadas e planejadas pelo município. "Foram estruturas que nos acolheram e toda essa coletividade fez um grande esforço para que o curso de Medicina da PUC em Londrina se tornasse uma realidade", aponta.
Parceria
O secretário também reforçou que os plantões nos hospitais das zonas Norte e Sul devem ocorrer sem falhas, pelo menos até o mês que vem. Ele reconhece que em novembro, os problemas se agravaram nas duas unidades.
"Em parceria com o Cismepar, ampliamos os valores de plantão e temos uma escala fechada até janeiro, após uma reunião com médicos. Esperamos que cada profissional cumpra com o compromisso que assumiu com a gente para manter a normalidade", ressalta.
Para que haja esse cumprimento, a Secretaria de Saúde vai, através da Procuradoria do Estado, encaminhar essas escalas ao Ministério Público. "Nossa responsabilidade é manter os plantonistas", completa, reforçando que há um deficit muito grande em recursos humanos na Rede Básica de Saúde em Londrina. "Isso é fruto de uma interrupção de um contrato anos atrás, que tirou mais de mil profissionais. Torcemos muito para que com esse novo concurso tenhamos uma pressão menor sobre os hospitais, que têm o dever de atender os casos de maior gravidade e complexidade", diz.
Durante sua passagem por Londrina, Caputo ainda anunciou o investimento de R$ 11 milhões para a Maternidade do Hospital Universitário (HU), que segue com o projeto em fase de formulação; e R$ 7 milhões para o Centro de Especialidades Médicas, ao lado do Cismepar. O terreno foi doado pela prefeitura e terá a finalidade de agilizar as cirurgias eletivas. Segundo o secretário, a verba só depende da documentação legal para ser repassada.


