O secretário municipal da Saúde de Curitiba, Luciano Ducci, encaminhou ao Ministério Público ofício no qual detalha a campanha de vacinação contra o sarampo na cidade. O documento havia sido solicitado também à Secretaria de Estado da Saúde, que tem prazo até terça-feira para fornecer as informações. A preocupação do MP reside numa série de reações adversas registradas na capital e nos oito municípios da Região Metropolitana de Curitiba onde foi deflagrada a campanha.
A aplicação da vacina tríplice viral, contra sarampo, caxumba e rubéola, foi aprovada pelo Ministério da Saúde em razão do grande número de casos de sarampo registrados este ano na RMC, onde houve quase 500 notificações e pelo menos um caso de morte. Entre 24 de outubro e 7 de novembro, foram vacinadas cerca de 560 mil pessoas, entre 15 e 39 anos, apenas em Curitiba.
A solicitação de informações pelo MP foi reivindicada por famílias assustadas com as reações adversas decorrentes, segundo acusam, da vacina. Em Araucária morreu um menino, no começo da semana, e seus pais apontam como causa os efeitos da vacina. Segundo a Secretaria da Saúde do município, a morte teve como causa uma meningite bacteriana (a vacina é produzida com vírus atenuado) e hemorragia.

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