Uma força-tarefa formada pelas equipes da Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde e da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) identificou diversos focos de dengue em um ferro-velho, na Vila Nova (Região Central de Londrina). A ação foi executada ontem, depois de denúncias de vizinhos e de cobranças do Ministério Público.
''Havia também a reclamação de ocupação irregular do passeio público, o que ficou constatado na vistoria. São contêineres cheios de material que estão há dias na rua e nas calçadas em frente ao estabelecimento. Isto tem facilitado que o local sirva de ponto de encontro durante a noite, segundo as reclamações dos moradores'', informou o diretor de Operações da CMTU, Fábio Reali.
De acordo com a fiscal da Secretaria de Saúde, Mabel da Silva Xavier, o ferro-velho foi notificado em abril de 2006 e teria 30 dias para regularização. ''Ano passado estivemos aqui e já identificamos várias irregularidades e pontos com possíveis focos de dengue. O proprietário foi notificado, mas pediu um prazo maior para se adequar. Voltamos agora e tudo está do mesmo jeito''.
O colega dela, o fiscal Ademar Ferreira, enumerou algumas irregularidades: ''pneus, bacias, carriolas, tambores, tudo a céu aberto acumulando água. Além disso, os funcionários que andam por aqui precisariam usar o equipamento de proteção individual''. Com a situação irregular, o estabelecimento vai permanecer sem o alvará da vigilância, poderá ser multado e até fechado.
Já em relação aos contêineres, Reali explicou que o proprietário do ferro-velho terá 48 horas para retirá-los e caso não sejam removidos, a multa poderá chegar a R$ 1.500,00. O dono do estabelecimento, Valdir Batista, assegurou que as estruturas serão retiradas. ''Em relação aos focos de dengue, logo diminui, porque estamos com muitos materiais que serão carregados ainda. Mesmo assim, é difícil controlar tudo, mas nunca tivemos problemas com a doença aqui''.
Ele informou ainda que pretende mudar o ferro-velho, mas ainda aguarda a liberação da documentação. O estabelecimento funciona há 33 anos na Vila Nova e recebe diarimente diversos materiais, especialmente ferro e latão, que, segundo Batista, são vendidos às siderúrgicas do Paraná e Santa Catarina. Atualmente, ele estima que existam cerca de 300 toneladas de materiais no pátio.

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