Curitiba - A Secretaria Estadual de Saúde (Sesa) está em alerta com o risco da ocorrência de epidemias de dengue em alguns municípios, principalmente no Oeste e Noroeste, conforme o informativo divulgado ontem, referente aos casos registrados e notificados da doença entre agosto e o dia 10 de dezembro. A principal preocupação é Foz do Iguaçu, que está com 10 casos confirmados desde agosto (período levado em conta para divulgação do boletim pela Sesa), mas que está com um Índice de Infestação Predial (IIP) de 4,7%. Outros municípios em alerta são Peabiru (40 casos confirmados) e São Carlos do Ivaí (20 casos), que têm menos habitantes que Foz.
Representantes da Sesa, da Secretaria Municipal de Saúde, do Ministério da Saúde e do Mercosul estarão reunidos hoje, na cidade de fronteira, para discutir ações de intensificação do combate ao mosquito transmisso, Aedes aegypti. Outra preocupação em relação à Foz é a proximidade com o Paraguai, país que detectou a circulação do sorotipo 4 da doença. Conforme a Secretaria de Saúde de Foz, somente neste ano mais de 30 mil casos foram notificados no Paraguai, além de 67 óbitos.
''Foz está com uma rede assistencial muito segura para atender os pacientes com casos confirmados. No momento não estamos com uma epidemia, mas por causa da infestação predial e do clima favorável (forte calor e chuvas) para a proliferação do mosquito este panorama pode mudar. Ainda mais nesta época do ano em que o movimento na fronteira aumenta significativamente'', disse o secretário de Saúde de Foz, Alexandre Kraemer.
''O mesmo cuidado e alerta que tivemos em 2010, quando se concretizou uma epidemia, estamos tendo agora. O que assusta é a quantidade de pessoas que estarão circulando na cidade e no Paraguai, e que estarão vulneráveis à doença. Por isso, já determinamos que a dengue é prioridade, ou seja, agentes estão em campo, atuando junto aos moradores, para eliminar os focos do mosquito'', completou Kraemer.
Desde ontem 16 profissionais de saúde do governo estadual estão na cidade para formar uma força-tarefa no apoio ao enfrentamento da dengue na região. Além disso, o Estado vai repassar R$ 350 mil ao município para contratação emergencial de agentes de Endemias, aquisição de insumo e outros gastos. Outra ação do Estado pretende diminuir o tempo de espera pela confirmação laboratorial dos casos de dengue.
Pela primeira vez o Paraná utilizará o teste para diagnóstico rápido de dengue. A obtenção do resultado neste caso sai em apenas 30 minutos. ''Isso vai facilitar a escolha do tratamento e acelera o início de bloqueio de focos na região da residência do paciente, evitando novas contaminações'', destacou o superintendente de Vigilância em Saúde da Sesa, Sezifredo Paz.

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