Curitiba - A assistente social de Adrianópolis, Karoline
Crevelin, um dos principais problemas do município, de quase 7 mil habitantes, é a carência de oportunidades de geração de renda. "Muitos trabalham no corte de pinus, sem carteira assinada, sem seguro e outros benefícios. Também, temos muitas famílias que sobrevivem somente dos benefícios sociais que recebem. O jovem daqui completa o ensino fundamental ou médio e não tem para onde ir, não existe emprego", aponta.
Karoline destacou que, no caso específico de Adrianópolis, a geografia da cidade dificulta o acesso das comunidades mais distantes aos serviços. "Temos bairros que ficam a até 80 quilômetros de distância do centro. Isso, faz com que essas pessoas não recebam as orientações adequadas sobre seus direitos, bem como educação, saúde, higiene. Na área da saúde, os agentes vão até essas comunidades distantes uma vez ao mês, falta um atendimento mais regular", relatou.
Thaiza Hernandez, assistente social de Bocaiúva do Sul, conta que as famílias do município sobrevivem com pouca renda e procuram a prefeitura para receber cestas básicas. "Tentamos atender a todos que nos procuram, mas muitos nem sabem que podem fazer isso. Quando tivermos essa oportunidade de conversar com o Ministério Público, pediremos uma ajuda, justamente, com relação à alimentação dessas famílias", conclui.(M.R.M.)

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