Maringá (Noroeste) se antecipou à própria política nacional e criou, ainda em 2008, seu Programa Municipal de Saúde do Homem. Em dois sábados por mês, os maringaenses têm, por exemplo, cinco unidades exclusivas para atendê-los. Com isso, a cidade que tem 48% de população masculina (171.748 mil pessoas) já colhe resultados como este: a taxa de mortalidade para cada 10 mil homens caiu de 15,93 em 2007 para 15,87 em 2008 e despencou para 12,56 em 2009.
A coordenadora de Saúde do Adulto e do Idoso da Secretaria Municipal de Saúde, Evelin Nakashima Braga, reforçou que a resistência do homem em acessar serviços de saúde é cultural, mas que aos poucos as dificuldades vão sendo vencidas. Ela cita como um indicador positivo as internações por câncer de próstata: em 2009 foram 110 contra 144 até novembro do ano passado. Os homens estão sofrendo mais com a neoplasia? Não. ''Isso significa que houve procura maior e um diagnóstico mais precoce'', explicou Evelin.
A coordenadora citou que é feito um trabalho contínuo de conscientização dos homens pelos agentes do Estratégia da Família e também nas unidades básicas. ''Neste ano, vamos procurar as empresas para fazer palestras e dar orientações para que os homens procurem a UBS mais próxima de casa'', adiantou. Outra medida será intensificar campanhas de panfletagem e ações com entidades e ONGs.
O secretário municipal de Saúde, Antônio Carlos Nardi, completou que o Programa se preocupa tanto em desenvolver ações educativas quanto preventivas e curativas. E o ponto de apoio fundamental para que ela funcione é a informação. ''Temos que ter um poder de convencimento bastante grande e só conseguimos isso falando uma linguagem que os homens entendam'', apontou.
Nardi admitiu que a implantação do programa gerou custos extras mas garantiu que é um caminho sem volta. ''O cobertor sempre vai ser curto mas é preciso ter vontade política. A implantação faz parte do plano de governo da atual administração'', concluiu.

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