Caso a prefeitura de Bocaiúva do Sul decida distribuir Viagra como forma de aumentar a população local, a Secretaria de Estado de Saúde poderá autuar o prefeito pela venda irregular. Segundo a diretora de Vigilância e Pesquisa, Mariângela Galvão, o prefeito Élcio Berti não poderá distribuir gratuitamente o medicamento sem a expedição de receita por um médico. ‘‘A prefeitura pode até comprar o medicamento, mas ele não é como camisinha, por isso não pode ser dado sem os devidos cuidados médicos’’, avisou Mariângela.
O primeiro-secretário do Conselho Regional de Medicina, Daebes Galatti Vieira, disse que é preciso haver triagem por um médico para a indicação. Ele afirmou que desde que o médico comprove a necessidade e forneça a receita, as farmácias podem vender tranquilamente.
O prefeito de Bocaiúva disse ontem que ainda não sabe se vai distribuir Viagra para aumentar a população. ‘‘Pretendo amanhã (hoje) realizar um ato que chame a atenção para a falta de interesse do governo estadual com as cidades de pequeno porte’’, queixa-se Berti. O prefeito disse que o município vem sofrendo, desde janeiro, frequentes cortes no repasse do Fundo de Participação dos Municípios, o que está inviabilizando as contas da prefeitura.
Berti ilustra que em janeiro deste ano recebeu R$ 174 mil do Fundo. ‘‘Agora em junho a previsão é que não passe de R$ 100 mil’’, disse. Berti informa que a arrecadação e os gastos do município chegam a R$ 200 mil. ‘‘Com este dinheiro, não é possível sustentar 10 mil habitantes’’, disse.

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