Saúde diz que não haverá mais vítimas
O secretário estadual da Saúde, Armando Raggio, disse ontem em Curitiba que a epidemia de cólera não deve fazer novas vítimas em Paranaguá, no litoral do Paraná. As pessoas que tinham que se contaminar daquele foco já se contaminaram, afirmou. Apesar da previsão otimista do secretário, o número de casos continuava subindo. O boletim de ontem registrava que 242 pessoas foram contaminadas pela epidemia. Na segunda-feira eram 223.
A equipe de fiscais sanitários que trabalha em Paranaguá investiga uma suspeita de cólera em Guaraqueçcaba. Uma mulher de 28 anos foi entrevistada ontem no município. Amostras de fezes foram colhidas para confirmar ou não o caso. A suposta vítima estava em Paranaguá quando teria se contaminado. Se o exame apontar pela presença do vibrião colérico, seria a segunda vítima da doença residente em outro município. O primeiro caso confirmado fora de Paranaguá foi em Pontal do Sul na semana passada. Um outro morador de Guaraqueçaba também foi investigado quando esteve em Paranaguá e teve os sintomas da doença.
De acordo com o diretor do Centro de Saúde Ambiental da Secretaria de Saúde, Isaías Cantoia Luiz, foi descartada a possibilidade de a cólera ter provocado a morte de uma quarta pessoa. Durante reunião com prefeitos da Região Metropolitana de Curitiba, o secretário Armando Raggio aproveitou para rebater informações divulgadas pelo Sindicato dos Servidores Estaduais da Saúde (Sindsaúde) de que o número de vítima chegaria a 307, além da existência de 700 casos suspeitos.
Existem algumas pessoas falando em outros números. Creio que estas especulações são uma leviandade e crime de falsidade ideológica, rebateu o secretário. Raggio disse que informações veiculadas pelo Sindsaúde só servem para confundir a população. Segundo ele, o sindicato falta com a verdade quando cobra transparência com os boletins. A assessoria do Sindsaúde enviou um outro comunicado à imprensa para se manifestar sobre acusações de sensacionalismo feitas ontem na Folha pelo diretor Isaías Cantóia Luiz.
Intitulada Vergonha Nacional, a nota do Sindsaúde comunica que a entidade não é sensacionalista pois o objetivo era ressaltar as consequências danosas para a população e para a economia do estado. E a cólera é descaso, não fatalidade. O sindicato sustenta que não existe transparência nas informações. O protocolo firmado com as montadoras é uma prova do estamos falando, finaliza a nota.





