Saúde divulga hoje exame sobre suspeita de dengue hemorrágica
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segunda-feira, 13 de maio de 2002
Marta Medeiros<br>Equipe da Folha 
Maringá - A Secretaria de Saúde de Maringá espera para hoje o resultado do exame da dona-de-casa Silvia Aparecida de Oliveira, 25 anos, internada quinta-feira da semana passada com suspeita de dengue hemorrágica. Silvia está internada em estado regular na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Universitário de Maringá. Se o resultado for positivo, será o segundo caso de dengue hemorrágica registrado em Maringá. O primeiro ocorreu no final de fevereiro e provocou a morte da dona-de-casa Patricia da Silva Moreira.
Silvia passou durante 20 dias por três unidades de postos de saúde da cidade, mas só na quinta-feira foi internada em estado grave com forte hemorragia. A partir daí os médicos passaram a suspeitar de dengue hemorrágica. Segundo a Vigilância Sanitária de Maringá, os sintomas também podem ser de outras doenças como a leptospirose, transmitida por urina de rato.
A dona-de-casa mora no Jardim Bertioga, mas na casa dela não foi localizado nenhum foco do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue. O bairro passou por um bloqueio com aplicação de inseticida e também não apresenta alto índice de focos. Segundo a vigilância, nenhuma pessoa moradora do bairro contraiu a doença. A própria dona-de-casa não tem registro de dengue clássica.
Conforme a Vigilância Sanitária, a epidemia está sob controle em Maringá e apresenta uma média de 30 notificações por semana. No auge da doença eram mais de 70 notificações semanais. Desde o início do ano, foram registrados 950 casos, com 176 confirmados e 163 descartados por causa de exames negativos. Os demais continuam como suspeitos. Do total de notificações atuais por semana, pelo menos 18% estão sujeitos a exames positivos.


