Saúde determina vacinação de profissionais de saúde
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quinta-feira, 04 de setembro de 1997
Marccio W. Varella Maringá 
Marcos NegriniPrevençãoCriança é imunizada em posto de saúde; escolas vão verificar as carteirinhas de vacinação de seus alunosO internamento sábado de uma criança contaminada com o vírus do sarampo no Hospital Universitário de Maringá (HU) levou a saúde pública a vacinar todos os profissionais da área na região. A orientação do Ministério da Saúde para os casos detectados em regiões onde não existem surtos e nem epidemias é de vacinar todos os médicos, enfermeiros e agentes de saúde.
O menino Caio Caíque, de um ano e nove meses de idade, chegou sábado a Maringá vindo de São Paulo com todos os sintomas do sarampo: febre, coriza, tosse e manchas pelo corpo. Foi internado no HU no mesmo dia.
Os médicos diagnosticaram uma infecção pulmonar em Caio. Como a UTI estava lotada, o menino ficou em enfermaria improvisada num consultório pediátrico, isolado dos outros pacientes.
O superintendente do HU, Paulo Roberto Donadio, disse que o quadro pulmonar de Caio melhorou na quarta-feira e ele teve alta. Imediatamente a Secretaria Municipal de Saúde foi comunicada.
No mesmo dia, a enfermeira-chefe do Serviço de Imunização do órgão, Ana Lúcia Mendes Ferrer, deu início à vacinação dos 600 funcionários do HU, trabalho que será concluído na terça-feira da semana que vem.
O serviço está sendo realizado por enfermeiras de todos os 40 postos de saúde de Maringá. Depois do HU, será a vez dos 200 funcionários da Secretaria de Saúde serem vacinados. Em seguida, virão os servidores dos oito hospitais e clínicas da cidade. O trabalho deverá demorar cerca de 30 dias.
Escolas - A 15ª Regional de Saúde pediu às escolas dos 29 municípios da região que verifiquem as carteiras de saúde das crianças de 7 a 14 anos. As que ainda não tomaram a dose da vacina tríplice viral (sarampo, rubéola e caxumba) deverão procurar os postos de saúde.
Segundo a chefe da Seção de Epidemiologia, Norico Misuta, nos municípios de responsabilidade da 15ª Regional mais três crianças estão internadas com suspeita de sarampo, em Floraí. Desde 1993 que a Regional de Maringá não registrava casos de sarampo. O último surto na região ocorreu em 1987, com 186 casos.
A enfermeira Ana Lúcia explicou que os 91 casos de sarampo confirmados no Paraná, com 60% deles atingindo pessoas entre 15 anos e 40 anos de idade, não significam um surto e muito menos a ocorrência de uma epidemia no Estado.
Ela informou que só deverão ser levadas aos postos as crianças que não estiverem com as vacinas em dia: Os pais não devem esquecer que a primeira vacina contra o sarampo o bebê toma aos nove meses de idade. Depois, com 1 ano e três meses de idade ele toma a tríplice viral.
A enfermeira fez também um alerta: É importante observar a saúde das crianças. O vírus do sarampo fica encubado durante 10 dias e nesse período ela transmite o vírus. A Medicina trata as complicações decorrentes da manifestação do vírus, como otite, broncopneumonia e encefalite; não trata o sarampo depois da doença ter sido contraída. Por isso, ao primeiro sinal de febre, coriza, tosse e manchas pelo corpo, que começam pelo rosto, a criança deve ser levada ao posto de saúde.


