A 2ª Regional de Saúde, da Região Metropolitana de Curitiba (RMC), vai fazer o cadastramento da população de Adrianópolis (133 quilômetros ao norte de Curitiba) que vive próximo aos depósitos de resíduos de chumbo em áreas rurais do município. A Secretaria de Saúde vai fazer exames periódicos em crianças e adultos da região para saber se há contaminação por chumbo em humanos.
Uma pesquisa desenvolvida por pós-graduanda da Universidade de São Paulo (USP) e Universidade Metodista de Piracicaba (Unimep) constatou elevado índice do metal pesado no sangue de 55% das crianças entre 2 e 10 anos que vivem próximas aos resíduos deixados pela mineradora Plumbum do Brasil.
Adrianópolis tem uma população de 7 mil habitantes. Desses, 1,2 mil vivem na Vila Mota, onde funcionava a usina da Plumbum. A Secretaria de Saúde vai identificar o grau de contaminação antes de propor qualquer tipo de tratamento, explica o secretário Armando Raggio.’’
De acordo com o secretário municipal de Saúde de Adrianópolis, Fernando Gomes Santos, o município está entrando em contato com os responsáveis pelo material para discutir uma destinação apropriada aos resíduos. O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) vai fazer o controle da poluição do meio ambiente.
Existem centenas de toneladas de rejeitos do processamento do chumbo, chamado de escória, ao ar livre em Adrianópolis. A Plumbum encerrou as atividades em 1996 e não retirou o material que pode ser tóxico.
Representantes da Secretaria Estadual da Saúde, do IAP e da prefeitura reúnem-se hoje para discutir o assunto.

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