A Divisão de Vigilância Sanitária da Secretaria de Estado da Saúde vai procurar hoje a similar de Minas Gerais para obter informações sobre uma lista de 24 remédios fraudados que não estariam na lista oficial do Ministério da Saúde. Estes rémedios, divulgados pela Agência Globo, no final de semana, teriam sido considerados falsos pelas próprias indústrias farmacêuticas. A chefe da divisão sanitária paranaense, Maria Aida Resende, acredita que a fraude desses medicamentos seja um problema localizado, mas mesmo assim quer ter maior informações sobre o caso. Os medicamentos fraudados seriam: Tanakan, Venocur, Label, Dorilax, Vertizine, Famox, Novoclin, Novofer, Atlansil, Ticlid, Higrotron, Hydegryne, Respexil, Tryptanol, renitec, Bactrim, Supradyn, Douvenet, Sporanox, Tylex, Stugeron, Meticorten, Scaflan e Celestamine.
Maria Aida diz que a Vigilância Sanitária estadual vem verificando em todas as farmácias os 65 produtos listados pelo Ministério da Saúde. ‘‘Em três meses, o número de medicamentos fraudados cresceu muito’’, diz. Em maio, a Vigilância Sanitária trabalhava com 32 produtos, hoje são 65.
Na próxima semana, a secretaria deve baixar a resolução que estabelece o recadastramento das farmácias e distribuidoras. Pela resolução, todas devem registrar seus dados cadastrais no máximo até agosto. Apenas as empresas com estes dados poderão comercializar, colocando em notas fiscais o registro e o número do lote do medicamento comercializado.
O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos do Paraná, David Guntowski, informou que a venda de remédios em que consta apenas o nome genérico caiu a quase zero nas 4.500 farmácias do Estado. Segundo ele, a opção, que seria a mais barata, vem sendo refutada, inclusive sendo considerada falsa pelas pessoas.

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