Saúde de Cambé adota nome genérico
Osmani Costa
A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Cambé (13 km a oeste de Londrina) está saindo na frente na luta para fazer valer a lei do uso de nomes genéricos para os medicamentos, recentemente sancionada pelo presidente Fernando Henrique Cardoso e ainda em período de regulamentação.
Para alcançar o objetivo de economizar na compra e distribuição de remédios à população - o que também motivou a aprovação da lei federal -, a SMS de Cambé está criando e implantando uma política própria em sua rede de farmácias, uma central e uma menor em cada um dos postos de saúde (PS). Os funcionários estão sendo treinados e os médicos estimulados a trabalhar somente com os nomes genéricos - em vez dos comerciais - dos cerca de 60 remédios disponíveis no estoque da rede municipal.
Para a implantação da nova sistemática, já em vigor na farmácia central e em dois postos, a SMS firmou convênio de dois anos com o curso de Farmácia e Bioquímica da Universidade Estadual de Londrina (UEL), que disponibilizará uma docente e seis alunos para reuniões, visitas e treinamentos semanais.
Em cada posto de saúde, pelo menos um auxiliar de farmácia estará suficientemente treinado para controlar a quantidade e qualidade dos medicamentos, entregá-los aos usuários de acordo com a receita médica e orientar a maneira correta do seu uso, explica o secretário de saúde, Antonio da Silva Freitas.
Na opinião dele, isto significará um melhor atendimento aos pacientes, um maior controle da entrada e saída dos medicamentos nas farmácias, e uma consequente economia neste setor. Neste ano, a prefeitura de Cambé gastou, em média, R$ 43.000,00 mensais com a compra de remédios. Apesar de o mercado brasileiro contar com cerca de 40 mil marcas comerciais de remédios, os 60 genéricos recomendados pelo Ministério da Saúde são suficientes para resolver perto de 95% das doenças primárias que atendemos nos PS, garante.
Ele ainda não sabe precisar qual será a economia do município, depois que a nova política de compra e distribuição de medicamentos estiver completamente implantada, no segundo semestre deste ano. O governo federal avalia que poderá diminuir em 40% os gastos do SUS neste setor, que movimenta R$ 2 bilhões por ano. Para orientação de médicos e funcionários dos PS, a secretaria elaborou uma cartilha explicando quais são os remédios básicos disponíveis, seus nomes genéricos, composições e indicações.





