Saúde da Família quer atendimento total
Da Redação
A abrangência do Programa de Saúde da Família, desenvolvido pela Secretaria Estadual da Saúde com o objetivo de garantir assistência à saúde às famílias de baixa renda, vai ganhar novo fôlego a partir do próximo ano. Depois de receber prêmios do Ministério da Saúde pelo trabalho realizado em Curitiba, Matelândia e Mandaguari o programa deve dobrar sua abrangência.
Atualmente, são 215 equipes trabalhando no Estado e, para o ano 2000, a meta é que se chegue a 500 grupos. O objetivo é aumentar o número de municípios atendidos. Hoje, os grupos estão em 104 cidades paranaenses. A composição básica das equipes é a seguinte: um médico, um enfermeiro, um auxiliar de enfermagem e um agente comunitário de saúde.
Os grupos têm uma estratégia de trabalho bem definida, conforme conta a coordenadora do programa, Maria Cristina Fernandes Ferreira, que prima pela educação e conscientização para a saúde. Juntamente com os 4,8 mil agentes comunitários de saúde, presentes em 336 municípios do Estado, as equipes atuam nas áreas de planejamento familiar, pré-natal, recém-nascido, informação sobre drogas e adolescência, prevenção de doenças sexualmente transmissíveis e vacinação infantil.
Com isso, conta Maria Cristina, as equipes conseguem dar um bom suporte para as ações de média e alta complexidade que geralmente necessitam encaminhamento a um hospital diminuindo o número de ocorrências e, em consequência, melhorando a qualidade dos serviços.
O cuidado com a saúde da família já é tradição em países da Europa. Segundo a assessora especial da Secretaria da Saúde, Lucinelli de Laat, Portugal teve que fazer um mutirão de desenvolvimento na área para garantir a entrada na União Européia.
No Paraná, o projeto teve início em 1994, com apenas quatro equipes trabalhando. Hoje, as equipes recebem por ano uma verba entre R$ 28 mil e R$ 54 mil. O valor recebido varia de acordo com o número de pessoas atendidas. Cada equipe cuida entre 2,4 mil e 4,5 mil pessoas. Muitas das equipes já contam com farmacêuticos e dentistas.





