Uma reunião em Curitiba anteontem concluiu o que faltava para que a ''Operação 2004 sem Dengue'' seja colocada em prática. O diretor da 17 Regional de Saúde de Londrina, Gilberto Martin, disse que o Secretaria Estadual de Saúde autorizou a liberação de recurso para a contratação de 110 novos agentes. Eles serão os responsáveis por controlar as ''armadilhas'' que serão utilizadas no combate ao Aedes aegypti. Por ano, o governo vai desembolsar R$ 770 mil com os agentes, parte mais cara do projeto. Martin afirmou que a metodologia de contratação dos agente ainda está sendo estudada pela Regional.
Segundo ele, a operação vai contar com a instalação de 40 mil ''armadilhas'', distribuídas em Londrina e mais 19 municípios atendidos pela Regional. Até meados de agosto elas devem estar nas ruas. A ''armadilha'' é composta por um recipiente com água fenada, que atrai a fêmea do mosquito, larvicida para matar as larvas que eclodirem dos ovos e um refil semelhante ao material de uma telha onde os ovos ficarão retidos. Elas serão distribuídas a cada nove quarteirões e trocadas semanalmante pelos agentes, evitando que o mosquito se prolifere.
O gasto anual com as ''armadilhas'' está orçado em R$ 37 mil. Para esse recurso, ainda não há uma fonte definida. Martin apontou que está sendo estudado um projeto que envolve a participação de empresas de iniciativa privada na aquisição do material. Segundo ele, isso será definido dentro de 15 dias. ''Qualquer problema, há como viabilizar por aqui ou com o Governo do Estado porque é um recurso pequeno'', acrescentou.
Essas medidas pretendem diminuir o risco de uma nova epidemia de dengue na cidade, que teve 4.921 casos confirmados da doença só este ano. ''Vamos trabalhar duramente para não ter a epidemia, mas as coisas em medicina não são exatas'', concluiu.

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