Rubens Burigo Neto
De Curitiba
A Secretaria de Estado da Saúde vai contratar as empresas Embrasil (de Campina Grande do Sul, Região Metropolitana de Curitiba), EDV e Ondrepsb (de Santa Catarina) para, até junho, fazer os serviços de asseio e conservação em todas as 49 unidades da secretaria no Paraná. As três prestadoras vão substituir em caráter emergencial a Limptec (com sede em Maringá), que na sexta-feira passada rompeu o contrato com o governo – assinado desde 1996 – que valeria até o fim do ano.
‘‘Passamos três dias em reuniões com representantes de empresas da região Sul e fizemos um verdadeiro leilão das propostas apresentadas’’, revelou o diretor administrativo da secretaria, Aldery Silveira Júnior.
Em março ou abril, informou, a secretaria deve aprovar um novo edital de licitação para contratar uma prestadora de serviço pelo período de um ano.
As empresas escolhidas, explicou Silveira, vão receber R$ 287 mil por mês. ‘‘O valor é equivalente ao que pagávamos mensalmente à Limptec (R$ 263 mil), já somando o reajuste de 10% a que os trabalhadores da categoria têm direito em fevereiro’’, explicou.
Ele informou que ainda não está definida a forma como as três prestadoras vão absorver os ex-funcionários da Limptec, uma das exigências da secretaria para contratá-las. ‘‘Infelizmente alguns vão ter que ser demitidos porque precisamos reduzir os custos do contrato emergencial’’, justificou Silveira, sem no entanto revelar quantas pessoas serão dispensadas.
‘‘Esta decisão é péssima’’, avaliou o presidente do Sindicato dos Empregados em Empresas de Asseio e Conservação (Siemaco), Manassés Oliveira. O sindicalista disse que Silveira o informou ontem à tarde que 127 dos 507 ex-funcionários da Limptec serão demitidos. Oliveira garantiu que ainda hoje deve se reunir com a diretoria do Siemaco para decidir qual a maneira que vão impedir as demissões.
‘‘Não há justificativa para os desligamentos porque, com as possíveis demissões, serão realizados os mesmos serviços por um menor número de trabalhadores.

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