A maior parte dos agentes de saúde contratados para o combate ao mosquito Aedes aegypt em Maringá é dos próprios bairros onde vão trabalhar. A estratégia foi uma das exigências impostas à empresa terceirizada responsável pela seleção dos 92 agentes.
‘‘Queremos pessoas que conheçam bem a região, que estejam diretamente ligadas aos moradores para facilitar o trabalho de educação em saúde’’, explica a médica Maria Teresa Coimbra, chefe do setor de Epidemiologia da Secretaria de Saúde de Maringá.
Os agentes começam a ser treinados na próxima semana e vão ter três meses para percorrer cada área demarcada, com cerca de mil domicílios. Onde forem detectados mais focos do mosquito transmissor da dengue o trabalho será reforçado.
‘‘O programa visa erradicar o Aedes aegypt e vamos trabalhar para isso’’, diz o responsável pelo setor de educação da Fundação Nacional de Saúde (FNS) de Maringá, Osmar Batista. Ele explica que a FNS tem pouco mais de 20 agentes para atender toda Maringá. ‘‘Com mais pessoal será possível ampliar o trabalho de combate aos focos do mosquito’’.
A contratação de mais agentes faz parte do projeto do governo de dividir a responsabilidade pela erradicação do Aedes aegypt. O Ministério da Saúde repassou recursos aos municípios, que junto com as regionais de saúde mantidas pelo Estado, darão apoio estratégico à FNS. ‘‘Com mais pessoal será possível fazer um acompanhamento mais detalhado, e desenvolver um trabalho de educação’’, diz Batista.
Na última avaliação realizada pelo órgão, foram detectados focos do Aedes aegypt em 22% das residências nas áreas visitadas. ‘‘O trabalho não foi realizado em todos os bairros da cidadde’’, esclarece Batista. Para a Organização Mundial de Saúde, a média tolerável é de 2%. Ele esclarece ainda que os dados foram coletados em um período mais quente e acredita que agora a média deve se aproximar dos 10% de focos.
O que os órgãos de saúde querem evitar, diz a médica Maria Teresa, é uma nova epidemia de dengue, como a ocorrida em 1995 em Maringá. Naquele ano foram confirmados 829 casos da doença e a média de insidência do mosquito chegava a 43% em alguns bairros. De janeiro até agora, já foram confirmados 12 casos na cidade, o que tem preocupado as autoridades de saúde.

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