''Mesmo que ela tenha contraído a doença em Paranavaí e não em Maringá, onde residiu até mudar-se para Londrina na última sexta, o caso será considerado importado'', salientou Sônia Fernandes.
Conforme ela, os cuidados para evitar a proliferação do mosquito na cidade continuarão os mesmos. ''Nas casas onde foram notificados casos ou suspeita da doença o controle se dará com a remoção do foco de dengue e aplicação de inseticida com equipamento costal.''
Como Maria Isabel não contraiu a doença em Londrina, a Secretaria entrará em contato com a regional de Maringá, que deverá investigar um possível foco do mosquito na antiga residência da paciente.
De acordo com Sônia Fernandes, Londrina registrou até agora 109 casos de dengue na cidade, 45 deles autóctones. Nenhuma morte foi constatada desde 2003, quando ocorreu o último grande surto da doença no município.
Já em Maringá, conforme informações divulgadas pela assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Saúde, o município registrou desde o início do ano 1.258 casos de dengue, 342 confirmados.
Em entrevista à FOLHA, a secretária da Saúde, Josemari de Arruda Campos, explicou como ocorre a dengue hemorrágica. ''No afã de destruir o vírus da dengue, o organismo desencadeia uma cascata de reações inflamatórias muito extensas e muito rápidas, que levam a pequenas hemorragias.''
''Na grande maioria, são reações sutis: pequenas manchas de sangue, pequenos sangramentos pelo nariz ou gengivas. Mas o grande problema é o sangue ficar mais grosso, viscoso, resultado de uma reação imunológica excessiva'', disse.
''Esse líquido vai para o interior do corpo, podendo deixar o abdome volumoso, provocar dor de início súbito, derrame pleural, desespero para respirar e uma falta de oxigenação abrupta. É um quadro que pode se dar em horas, causar choque e levar à morte.'' (M.G.)

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