A leishmaniose, também conhecida como Úlcera de Bauru, é uma doença provocada pelo protozoário Leishmânia brasiliensis e transmitida através da picada do mosquito Flebotomíneo. O transmissor habita as partes ocas de árvores nas matas e tem o hábito de se alimentar no começo da manhã e da noite. A Fundação Nacional de Saúde (FNS) encontrou vários focos do mosquito na região sul da cidade, principalmente nas regiões próximas do Parque Arthur Thomas.
O mosquito contaminado pelo microorganismo transmite a doença ao picar o ser humano. Após 15 a 60 dias da picada aparece no local uma pequena inflamação com ponta purulenta que dá origem à ferida (úlcera). As feridas da leishmaniose são arredondadas e têm as bordas grossas.
Se a pessoa não receber tratamento adequado, a ferida aumenta progressivamente, podendo vir a comprometer gravemente a saúde do doente. Segundo o dermatologista Airton dos Santos Gon, se a leishmaniose não for tratada pode evoluir para um comprometimento das cartilagens do nariz, levando à destruição do septo. Ele informou que isso pode ocorrer meses ou até anos após a cicatrização da ferida.
Existem dois tipos de leishmaniose: a tegumentar (mais frequente) e a visceral. No caso do tipo visceral, o protozoário se aloja no trato gastrointestinal. Mais grave, este tipo de leishmaniose pode levar à morte se não for detectado a tempo. Airton Gon salientou que o tipo visceral é transmitido por outro gênero de leishmânia e é raríssimo em nossa região, sendo mais comum no Norte e Nordeste do país.
Os dois casos têm cura. Em Londrina, o Hospital das Clínicas, na Universidade Estadual, é o ponto de referência para o diagnóstico e tratamento adequado da doença. Em 98 foram registrados 23 casos confirmados da doença na cidade. (C.B.)

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