A Secretaria Municipal de Saúde confirmou ontem mais dois casos autóctones de dengue em Londrina. Com isso, a cidade registra do início do ano até o momento, 20 casos da doença, sendo 15 importados de outras regiões do Brasil e cinco originados em Londrina.
  Os dois novos casos são de um homem de 31 anos, morador do conjunto Olímpico (região oeste) e de um homem, de 30 anos, morador da Vila Nova, região central.
  Uma nova ofensiva ao mosquito transmissor da dengue, o Aedes aegypti, trouxe de volta ontem o fumacê. A Secretaria Municipal de Saúde resolveu usar os veículos para aplicar inseticida na cidade. Conforme o diretor de Saúde Ambiental, Mauricio Barros, o objetivo é atingir 30 mil imóveis de regiões que apresentaram os maiores índices do mosquito causador da doença e que tenham grande concentração populacional.
  A operação ocorre em parceria com a 17ªRegional da Saúde, que fornece carros e técnicos. De acordo com Barros, as regiões vão receber oito ciclos de fumacê, que será aplicado inclusive aos sábados e aos domingos. ‘‘O horário de aplicação do inseticida será das 4h às 9h e das 16h às 21h, porque são os períodos do dia em que o veneno tem uma ação mais duradoura, há poucas pessoas nas ruas e a velocidade do vento é a ideal para a aplicação, porque dispersa menos’’, declarou. Conforme ele, as pessoas devem abrir portas e janelas, cobrir a água e a alimentação de animais domésticos e não ficar exposto diretamente à ação do inseticida.
  A operação começou no Jardim Presidente, na região oeste, seguindo pelo jardins Quebec, Higienópolis, Ipiranga e ruas próximas ao Ginásio Moringão (centro). Hoje é a vez da região central, percorrendo os quarteirões das ruas próximas ao Calçadão da avenida Paraná.
  O diretor de Saúde Ambiental declarou que o reforço do fumacê é importante em virtude do surgimento de dois novos casos autóctones de dengue. Ele lembrou que a situação de Londrina pode se agravar, em virtude da cidade estar próxima da divisa com o Estado de São Paulo, que vive um surto de dengue.

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