Saúde confirma 2º caso de rubéola
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quarta-feira, 17 de outubro de 2007
Reportagem Local 
A Secretaria Municipal de Saúde confirmou ontem o segundo caso de rubéola em Londrina neste ano. De acordo com a gerente de Epidemiologia, Sônia Fernandes, assim como no primeiro caso, confirmado pelo Laboratório Central (Lacen) do Estado, trata-se de uma pessoa que contraiu a doença em outra região do país.
''O segundo caso é de um homem, que tem entre 20 e 30 anos, também morador da região oeste, que deu entrada na unidade de saúde no dia 28 de setembro. Ele viajou para o Recife, onde contraiu a doença'', afirmou a gerente. Sônia Fernandes lembrou que o primeiro caso foi adquirido por uma pessoa que veio de viagem de uma cidade na divisa do Paraná com o Paraguai.
A Secretaria de Saúde realizou um bloqueio seletivo com vacina em todas as pessoas que tiveram contato nos últimos 10 dias com o homem do novo caso confirmado. ''Já vacinamos toda a família do rapaz e pessoas que tiveram contato, como parentes, colegas de trabalho, vizinhos e amigos'', declarou.
Ela alertou que a única forma de prevenção à rubéola é a vacinação. ''O vírus da doença está espalhado em todo o país, principalmente, em São Paulo, Rio de Janeiro e nos estados do Norte e do Nordeste. As pessoas que viajam para essas regiões precisam se prevenir adequadamente, procurando imediatamente a vacina nas unidades de saúde'', conclamou.
Conforme a gerente, na ausência da vacinação, a probabilidade de infecção pelo vírus é grande. ''A circulação do vírus é muito rápida. A pessoa que não se previne quando viaja tem grande probabilidade de contrair a doença e quando retorna a Londrina pode trazer o vírus, como aconteceu nos dois casos registrados até o momento'', destacou. Neste ano, o Paraná já registrou 29 casos da doença. Em Londrina, não havia regitros desde 2002.
A vacina contra a doença está disponível em todas as unidades de saúde do município e já é aplicada nas crianças durante a rotina do serviço. As pessoas que ainda não foram vacinadas, principalmente, mulheres em idade fértil e homens de até 39 anos, devem ir até as unidades básicas de saúde, munidos da carteira de vacina ou documento de identidade para receber a imunização.
A rubéola é uma doença viral com alto índice de contágio que atinge, principalmente, crianças e adultos não vacinados. Sônia Fernandes ainda ressaltou que um novo caso de rubéola confirmado na cidade levanta a preocupação com a possibilidade de serem registrados casos de Síndrome de Rubéola Congênita, em que a infecção ocorre durante a gestação, o que pode ocasionar abortos, crianças natimortas ou com malformações congênitas, como cardiopatias, catarata e surdez. O último caso confirmado de Síndrome de Rubéola Congênita foi registrado em 1999.
Conforme a gerente de Epidemiologia, atualmente, o principal grupo atingido pela doença tem sido o de homens na faixa etária entre 20 e 30 anos. ''Os principais sintomas da doença, que são febre, dor de cabeça e manchas vermelhas no corpo, acompanhadas da formação de gânglios na região do pescoço.''


