Saúde começa analisar água da Sanepar
PUBLICAÇÃO
sábado, 20 de janeiro de 2001
Katia Michelle De Curitiba 
A Vigilância Sanitária da Secretaria Estadual de Saúde coletou ontem amostras de água das estações do Tarumã, Iguaçu e de casas do bairro Jardim das Américas, em Curitiba, para comprovar se o produto segue o padrão de qualidade determinado pelo Ministério da Saúde. A iniciativa foi tomada depois de denúncia feita pelo deputado federal Max Rosemann (PSDB) dando conta de que a água tratada no Paraná teria excesso de cloro e outros produtos nocivos à saúde, como o trialometano.
A Sanepar nega que os produtos químicos utilizados no tratamento de água ultrapassem a quantidade determinada pelo Ministério da Saúde. O índice é baseado em normas da Organização Mundial de Saúde. Segundo o gerente de avaliação de conformidades da empresa, Carlos Eduardo Pierin, são realizadas análises mensais para garantir o padrão e a qualidade do tratamento. Mesmo enviando essas análises para a Vigilância Sanitária, a Secretaria Estadual de Saúde decidiu coletar amostras e enviá-las para o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) para comparar os resultados.
De acordo com a Portaria 36/90, do Ministério da Saúde, o valor máximo permitido para cada litro de água é 1,5 miligrama de cloro e 0,1 de trialometano. Esses produtos em excesso, conforme aponta a denúncia do deputado, podem causar câncer. Pierin afirma que não existem estudos confirmados sobre os malefícios desses produtos e garante que a Sanepar segue os padrões determinados pelo Ministério.
A qualidade da água, no entanto, é questionada pelos próprios moradores. É o caso da dona de casa Rita Sheffer, que mora no Jardim das Américas, a menos de um quilômetro da Estação de Água do Iguaçu. Aqui em casa só tomamos água mineral, não tenho coragem de beber água da torneira, disse.
O resultado das amostras coletadas ontem devem ser entregues na próxima segunda-feira. Vamos comparar os resultados, mas confiamos no controle da qualidade da Sanepar, garantiu o técnico da Vigilância Sanitária, Celso Luiz Rúbio.
Caso a vigilância verifique quantidade de cloro acima do permitido por lei, a Secretaria de Estado da Saúde vai instaurar processo administrativo para apurar as irregularidades. A medida, conforme explicou Rúbio, pode acarretar em multa, ainda não determinada.


