Enquanto em Maringá continua a polêmica sobre se trabalhadores fumantes podem ou não atuar no Programa Saúde da Família (PSF), em Londrina o problema está sendo contornado de outra forma. A Secretaria Municipal de Saúde está implantando um programa antitabagismo, nas unidades básicas (UBS), que atende primeiro os servidores que querem deixar o vício para só depois ser aberto à comunidade.
Ainda são apenas cinco as UBS municipais que implantaram o programa mas a iniciativa é um indicativo de que o tabagismo passa a ser encarado como um problema de saúde pública. De acordo com a secretária municipal de saúde em exercício, Margaret Shimiti, as unidades do Conjunto Cafezal, Parque Ouro Branco, Vila Nova, Policlínica e Marabá, já estão cadastrando interessados em integrarem os grupos de discussão, a primeira etapa para que o vício no cigarro seja abandonado. O Centro de Referência, na Região Central, também presta atendimento de combate ao tabagismo.
Margaret apontou ainda que as UBS também estão sendo orientadas a eliminar do ambiente de trabalho objetos como cinzeiros, que estimulam o uso do cigarro por parte dos servidores. No locais onde há funcionários fumantes, é preciso destinar uma área específica para esse fim. Além disso, cartazes estão sendo espalhados alertando sobre os males do fumo. ''Somos em cerca de três mil servidores na Saúde e não temos um levantamento (de quantos são fumantes). O que observamos é que o hábito de fumar vai sendo restringido cada vez mais e cada vez há menos locais para fumantes'', apontou a secretária em exercício.
Sobre a polêmica que se instalou em Maringá, onde uma das cláusulas de um edital publicado pela Prefeitura para contratação de agentes para o Programa Saúde da Família proibia a participação de fumantes, Margaret opinou que ''a intenção foi boa, só que a forma não foi a mais correta, porque não se pode discriminar ninguém de antemão''. Como a Folha publicou ontem, a cláusula foi suspensa por decisão da 5 Vara do Trabalho de Maringá. Hoje, no entanto, o prefeito Silvio Barros deverá protocolar na Justiça do Trabalho, em Curitiba, um mandado de segurança tentando derrubar a liminar.
Em Londrina, os shoppings e o Camelódromo também estão se adequando, seguindo orietanção do Ministério Público. Nesses locais - Catuaí, Royal, Armazém da Moda, Shopping Quintino, etc - será proibido o fumo, somente haverá permissão se existir um 'fumódromo'.

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