Saúde começa a autuar açougues
Saúde começa a autuar açougues
Sid Sauer
A Vigilância Sanitária da 11ª Regional de Saúde começou a intensificar a fiscalização sobre a venda de carne sem inspeção em açougues da região de Campo Mourão. O trabalho acontece em conjunto com o Ministério Público, que tinha dado prazo até o dia 9 para que os açougues se regularizassem. Em dois dias, a fiscalização apreendeu 250 quilos de carne em Luiziana (36 km ao sul de Campo Mourão) e 88 quilos em Juranda (78 km a sudoeste).
Toda a carne apreendida foi incinerada. Em Juranda, o dono de um açougue chegou a ser detido, mas foi solto logo em seguida mediante o pagamento de fiança. Todos os comerciantes flagrados vendendo carne sem inspeção vão ter que responder um inquérito civil público. A Vigilância também realizou nos dois municípios a interdição de oito locais de abate clandestino.
É o que a gente chama de abate embaixo de árvore, diz o técnico da Vigilância Sanitária, Walter Damha. A fiscalização continua em toda a região. Mesmo em Campo Mourão, onde o problema é combatido há mais tempo e considerado mais ameno, Damha acredita que até 50% da carne consumida não tenha a devida inspeção.
Associação Um dos principais empecilhos para o fim do abate clandestino - convencer os pequenos açougueiros a só trabalhar com carne inspecionada - está sendo superado em Campo Mourão com a criação da Associação dos Ratalhistas de Carne. A entidade foi criada no final do ano passado com o apoio da prefeitura justamente para ajudar os donos de pequenos açougues a viabilizar economicamente a venda de carne com inspeção.
Através da associação, 19 açougueiros arrendaram um matadouro na saída para Cascavel, que preenche todos os requisitos de manejo e higiene exigidos pela saúde pública. A fiscalização é feita por médicos veterinários cedidos pela prefeitura.





