Dorico da SilvaCampanhaElson Belisário, da FNS, com exemplares do caramujo causador da doença: de 17 casos registrados, nove são crianças em idade escolarTerminou ontem a primeira fase da campanha de combate à esquistossomose - doença também conhecida como ‘barriga d’água’ - na zona leste de Londrina, realizada em conjunto pela Fundação Nacional de Saúde (FNS), Autarquia Municipal de Saúde (AMS) e Universidade Estadual de Londrina (UEL). Foram comprovados, nos últimos quatro meses, 17 casos de contaminação entre moradores dos jardins Marabá, Morumbi e Santa Fé. Foram nove crianças em idade escolar.
Segundo o supervisor da FNS, Elson Belisário, a contaminação foi consequência de focos do caramujo glabrata - hospedeiro e transmissor da doença - no córrego Água das Pedras, que passa pela região. Outras 12 pessoas sofreram da doença parasitária em Londrina neste ano. Destas, cinco vieram contaminadas de Recife (PE) e sete foram infectadas em diferentes regiões da cidade. Durante esta fase da campanha, foram realizados exames laboratoriais em fezes de 800 crianças - das escolas públicas da região - e de 600 adultos.
Ao mesmo tempo, os cerca de 150 profissionais de saúde visitaram todas as casas da zona leste, distribuindo panfletos e orientando moradores para que deixem de usar a água do córrego contaminado para a limpeza da casa, a lavagem de roupas e principalmente o consumo. Outras secretarias municipais iniciaram os trabalhos de limpeza das margens e drenagem do córrego, na tentativa de se eliminar os focos de caramujos.
Os primeiros sintomas da esquistossomose são coceira na pele - por onde entra o parasita -, febre, enjôo e perda de apetite. Nesta fase, ela pode ser eliminada através do uso de vermífugos. Na fase crônica, que pode surgir anos depois da contaminação, a doença ataca principalmente o fígado, causa lesões internas, o crescimento do abdômen e pode levar à morte.

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