Saúde busca solução para pronto-socorro
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segunda-feira, 16 de setembro de 2002
Célia Polesel<br> Reportagem Local 
Uma comissão formada por membros do Conselho de Saúde de Londrina começou ontem uma pesquisa nos hospitais da cidade com os funcionários, diretores e usuários. É aplicado um questionário para que os usuários avaliem o atendimento, o diretor clínico fale sobre a estrutura do pronto-socorro (PS) e com os funcionários sobre o trabalho diário. Ontem, a pesquisa foi feita no Hospital Universitário (HU) e nos próximos dias será realizada em todos o demais hospitais e postos de saúde.
Hoje à noite, em reunião do Conselho de Saúde, a comissão vai relatar os dados que já conseguiu levantar sobre o problema dos PSs da cidade. ''O objetivo da pesquisa é verificar o motivo das constantes suspensões no atendimento do PS e buscar soluções para o problema'', explicou Angélica de Souza, coordenadora da comissão e representante dos usuários no Conselho.
Segundo Angélica, o trabalho começou há menos de um mês, quando foi solicitado um relatório dia a dia dos atendimentos feitos nos últimos três meses (junho, julho e agosto) nos PSs dos hospitais e nos postos de saúde 16 e 24 horas. Também foram pedidos relatórios ao Transporte Emergencial Centralizado (TEC) e ao Siate para saber para onde são encaminhadas as pessoas atendidas. Os hospitais também devem fazer o levantamento de quantos pacientes foram atendidos e quantos ficaram internados.
A comissão solicitou também à Central de Leitos qual o número de leitos disponíveis na cidade e dos pacientes internados quantos são de Londrina e quantos são de fora. ''Esses dados vão ajudar a diagnosticar a causa do problema e encontrar as soluções. No HU já surgiram várias sugestões que podem auxiliar. Acredito que somente um pacto entre os hospitais vai tirar Londrina da crise'', explicou Margarete Shimiti, diretora executiva da Secretaria de Saúde.
A avaliação da prestação de contas da verba encaminhada a hospitais de Londrina para a compra de equipamentos para hemodiálise e que foram utilizadas para outros fins não faz parte da pauta da reunião de hoje do Conselho. Segundo Margarete, os hospitais enviaram uma série de documentos que precisam ser examinados pelos técnicos. ''Achamos que o problema dos atendimentos de urgência e emergência precisa ser discutido primeiro.'' A comissão de análise dos hospitais deve pedir mais 30 dias para entregar o relatório final.


