Curitiba - O Ministério da Saúde quer a adesão das universidades paranaenses no Plano Nacional de Contenção do Poliovírus Selvagem em Laboratórios Brasileiros. Em reunião realizada, ontem, na Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, com representantes de várias instituições, foram apresentadas as motivações e metas do plano, que foi iniciado pelo Paraná. As ações seguem orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS), que priorizou a erradicação da poliomielite no mundo.
O plano de contenção é um dos requisitos para o Brasil ter a certificação internacional de erradicação, conforme explicou o representante da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde e responsável pelo trabalho, Anderson Napoleão Winikler Colatto. Cada País precisa fazer um levantamento de seus laboratórios, identificar materiais que contém ou que sejam potencialmente infectantes para o poliovírus selvagem e estimular o descarte de todos os materiais que não tenham interesse para pesquisa.
Colatto esclareceu que amostras de fezes, secreções de casos clínicos de pólio, materiais de autópsia, ou amostras de fezes congeladas, que foram coletadas de crianças durante o período de endemicidade (antes de 1994) podem apresentar o poliovírus. O projeto piloto do inventário dos laboratórios começou pelo Paraná.
A mobilização das universidades, explicou Pilonetto, tem o propósito de atingir os laboratórios de pesquisa que, eventualmente, possam reunir esse tipo de material, já que até agora, somente os de análise clínica aderiram ao plano. Não foram identificados materiais infectantes para o poliovírus até agora. A intenção do Ministério da Saúde é finalizar o trabalho no Paraná até o início de outubro para estender, depois, a outros estados. ''Foram tantos anos para erradicar a poliomielite, que não podemos permitir que o vírus seja reintroduzido por um acidente em laboratório'', destacou Pilonetto. O Brasil conseguiu a certificação de país livre da pólio em 1994.

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