SAÚDE BÁSICA - Reforma de UBS deve começar no fim de janeiro
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quinta-feira, 19 de janeiro de 2017
Vítor Ogawa<br>Reportagem Local 

O contrato para a recuperação e reparo estrutural da Unidade Básica de Saúde Panissa/Maracanã (zona oeste de Londrina) foi assinado pelo prefeito Marcelo Belinati nesta quarta-feira (18), e as obras devem ser iniciadas no fim de janeiro. Se a obra for concretizada, será uma notícia boa para os moradores da região, que estão há mais de um ano sem contar com a unidade interditada após a forte chuva que caiu em janeiro de 2016. No entanto, várias pendências da área de Saúde ainda precisam ser resolvidas, como reforma e construção de outras unidades básicas.
No caso da UBS Panissa/Maracanã, são evidentes os sinais de destruição e abandono. Muitos vidros quebrados, paredes pichadas e furtos da fiação elétrica e materiais de acabamento.
Mesmo com a assinatura do contrato ainda há uma indefinição de quando a ordem de serviço será emitida. Segundo o secretário municipal de Saúde, Luiz Soares Koury, a previsão para início das obras é até o fim do mês, quando devem ser finalizados os trâmites para o empenho do recurso financeiro. O diretor da Regional Planejamento Construções Civis, José Marcos da Rocha, responsável pela obra, destacou que precisa aguardar a ordem de serviço para poder fazer o empenho da obra. "Acredito que até o dia 30 deste mês isto esteja resolvido", confirma.
Segundo Rocha, trata-se de uma obra fácil de realizar. "Só o reforço estrutural demandará um cuidado maior, mas tirando esse detalhe será uma obra normal", destacou. Questionado sobre o material que foi furtado da unidade, ele afirmou que antes do início dos serviços será feito um levantamento da empresa em conjunto com uma equipe da prefeitura.
Mesmo após a ordem de serviço ser emitida, os moradores da zona oeste de Londrina ainda precisarão esperar por mais cinco meses para poder voltar a utilizar a UBS, com a ressalva feita pelo prefeito de que isso se não ocorrerem chuvas.
A diarista Silmara dos Santos deseja que a UBS seja recuperada logo, pois a insatisfação com a condição atual é grande. Isso porque os pacientes precisam esperar um micro-ônibus cedido pelo Consórcio Intermunicipal de Saúde do Médio Paranapanema (Cismepar) em frente ao prédio da unidade Panissa/Maracanã para poder ir até à UBS Tókio. "A gente fica esperando muito tempo para poder voltar. A gente não tem passe de ônibus e o micro-ônibus às vezes só chega no bairro às 14h30. As crianças ficam sem almoço esperando esse transporte", relata. Para quem não quer utilizar o ônibus, a opção é fazer o trajeto entre as duas unidades a pé, percorrendo cerca de cinco quilômetros. "Eu cansei de fazer esse trajeto caminhando com esse solzão de arrebentar mamona", declarou Silmara.
A doméstica aposentada Vanda Vitorino dos Santos observa que a unidade básica do bairro está há muito tempo desativada e torce para que a obra seja iniciada logo. "A distância para a UBS Tókio é muito grande e eu acabo desistindo de ir até lá", relata.
RECURSOS
A reforma custará cerca de R$ 450 mil, sendo que um terço desses recursos é proveniente do governo do Paraná e dois terços da prefeitura. Segundo o secretário, a parte da prefeitura foi obtida por meio de uma decisão da Justiça do Trabalho, que aplicou uma multa sobre uma empresa e destinou os recursos para esse setor.
A Unidade do Panissa/Maracanã mede 498 m². A reforma prevê a demolição de partes afetadas e recuperação de fundação, alvenaria de paredes, esquadrias, portas e vidros. Além disso, será feita a troca de 431 metros de piso, troca de pontos elétricos, incluindo tomadas e interruptores, reforma de banheiros, reconstrução de calçadas externas e instalação de placas de identificação.
A UBS está fechada desde janeiro de 2016 em função dos estragos provocados pela chuvarada. Desde então os moradores da região precisam recorrer à UBS do Jardim Tókio. A unidade Panissa/Maracanã foi inaugurada em 8 de fevereiro de 2006 e até ser interditada prestava atendimento a uma população de 15 mil moradores de 14 bairros da região. De acordo com Koury, esta é a primeira obra anunciada deste governo na área da Saúde. "Não será a única. Vamos avaliar tecnicamente todas as unidades de saúde e, havendo dinheiro, vamos estabelecer prioridades para recuperar as outras unidades", declarou o secretário. (Leia mais na pág.2)


