Produtores e comerciantes de Umuarama vão ser obrigados a seguir à risca as normas de produção, manuseio e conservação dos produtos de origem animal porque os órgãos de fiscalização prometem apertar o cerco. Entre os produtos mais visados estão o leite, ovo, mel e a própria carne, alvo de uma campanha mais antiga. Fiscais do Serviço de Inspeção Estadual (SIP) e da Vigilância Sanitária municipal e estadual reuniram ontem proprietários e gerentes de 12 supermercados da cidade para alertá-los sobre a necessidade de não colocar à venda produtos suspeitos, porque também serão punidos. Segundo a chefe do SIP em Umuarama, veterinária Dione Demzuck, reuniões semelhantes serão feitas com todos os produtores de alimentos de origem animal.
Os donos de granjas são os próximos a ser chamados. Segundo Dione, o setor ainda é um dos mais desorganizados no município. ‘‘Temos apenas uma granja trabalhando dentro das normas corretas de qualidade’’, informou. O SIP pretende intensificar a fiscalização também sobre a produção de leite e mel. Estima-se que a metade do leite consumido em Umuarama seja vendido in natura, diretamente pelos produtores.
Esta semana, a Vigilância Sanitária Municipal autuou três supermercados porque estavam vendendo carne seca em embalagens de uma fábrica que não existe mais. A data de fabricação nas embalagens era de julho, mas a empresa fechou as portas em fevereiro. Quase 500 quilos de carne seca foram apreendidos e a fraude está sendo investigada.

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