A multa para moradores e donos de terrenos que apresentarem focos do mosquito transmissor da dengue, Aedes aegypti, em suas residências, passou de R$ 50 para R$ 700. Segundo o diretor de Saúde Ambiental, Rogério Prudêncio Lampe, a multa, que começou a valer neste mês, passou a ser aplicada a partir do Código Sanitário do Estado e não mais por uma lei municipal. ''A fiscalização também mudou. O agente de endemias não tem mais autonomia para autuar o morador. Ele resgatou o seu verdadeiro papel que é o de recomendar e orientar'', ressaltou.
Lampe explicou que agora, quando o foco do mosquito for encontrado, o agente de endemias aplicará uma advertência por escrito ao morador. ''Se o foco for encontrado pela segunda vez o agente fará a segunda advertência e encaminhará as duas para a vigilância, que vai autuar o morador'', informou. Na advertência, deverá constar a assinatura do morador.
O diretor destacou que com esta mudança o morador terá uma chance a mais para não levar multa. ''Antes ele era autuado e alegava que não conhecia a legislação ou não tinha sido orientado. Agora ele não vai mais poder alegar isso'', disse.
O aumento na temperatura, as chuvas e a proximidade do verão, são fatores que preocupam a Saúde em relação à dengue. Segundo Lampe, Londrina registra 101 casos confirmados de dengue. Destes, 86 são autóctones, ou seja, foram contraídos na própria cidade.
Ao todo, 230 agentes de endemias percorrem as ruas da cidade diariamente para orientar os londrinenses sobre o risco da doença. Com o mesmo objetivo, uma equipe composta de 20 pessoas está percorrendo locais de grande concentração como Terminal Urbano Central, escolas, unidades de saúde, Aeroporto, entre outros, também para passar informações para a população.

mockup