Funcionários da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) e agentes de endemias da Secretaria de Saúde de Londrina recolheram dos jardins Bancários e San Remo (zona oeste) três caminhões de materiais que não são coletados pelos recicladores, mas que servem como criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor do vírus da dengue, zika e febre chikungunya. A ação, desenvolvida em parceria com a comunidade paroquial, foi uma antecipação do trabalho de remoção de focos do mosquito que geralmente acontece nos períodos mais chuvosos, quando aumenta a proliferação do inseto e das doenças causadas por ele.

"Com esse trabalho feito agora, quando as temperaturas começam a ficar mais altas, mas ainda não há uma grande quantidade de chuva, a gente tira a possibilidade de o mosquito se desenvolver nas próximas chuvas e previne o aumento da proliferação do mosquito em dezembro e janeiro", disse o o assessor técnico da Secretaria Municipal de Saúde, Elson Belisário. "Ações como essa vão ser realizadas em outros bairros nos próximos dias."

Os bairros escolhidos são aqueles em que o Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti (Liraa) indicou índices mais altos de infestação ou, no caso do San Remo, onde o acesso aos imóveis pelos agentes da dengue é mais difícil.

Segundo os moradores da região, o maior problema é o Vale do Rubi, que serve como depósito de lixo. "Essa curva do vale aqui é terrível. A gente procura não deixar juntar lixo em casa, mas no vale a gente vê que tem muito entulho e sujeira", reclamou o comerciante aposentado Evaristo Santi. (Leia mais na edição de terça-feira)

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