Cerca de 100 mil cartazes e folders serão distribuidos hoje, em todo o Paraná, para conscientizar a população sobre os perigos da tuberculose. A distribuição é uma iniciativa da Secretaria de Estado da Saúde para marcar o Dia Mundial de Combate à Tuberculose. Em todo o Estado, o número de doentes chega a 2.697, enquanto em Londrina, cerca de 150 pessoas estão em tratamento de tuberculose desde junho de 2002.
De acordo com o cirurgião torácico Elias Ribeiro, a doença é causada pelo bacilo de Koch e os sintomas básicos são febre vespertina, dor no peito, tosse e, em alguns casos, expectoração com sangue, além de queda das condições gerais do organismo. ''O contágio é feito por gotículas de saliva e requer o contato íntimo e prolongado com o doente'', apontou.
Segundo o cirurgião, existe um esquema específico de tratamento, de seis meses de duração, que envolve três medicamentos básicos: a rifanpcina, a isoniazida e a pirazinamida. ''A expectoração do doente é analisada a cada mês para confirmar ou negar a presença do bacilo no organismo'', disse, atentando que, no caso de falhas no tratamento, a medicação é trocada e muitas vezes, o paciente é submetido a internação.
De acordo com a gerente de epidemiologia da secretaria municipal de Saúde, Sônia Fernandes, os pacientes obtêm os medicamentos e mantêm o tratamento gratuitamente no Centro de Referência de Doenças Infecciosas, localizado no centro de Londrina.
Uma paciente que manifestou a doença há cerca de um mês que prefere não ser identificada contou que o pior momento vivido por ela foram os quatro dias em que esteve internada em um hospital, logo após o diagnóstico. ''Me senti muito constrangida, pois fiquei isolada de todos, que estavam sempre usando máscaras para falar comigo'', desabafou.
Ela disse que tudo melhorou quando começou a esclarecer a doença às pessoas que convivem com ela. ''Sigo com a minha vida normal, sem me isolar. Mas é claro que preciso tomar alguns cuidados'', disse ela, ressaltando que recebeu o total apoio dos familiares e amigos. ''Eles também tiveram de realizar testes para saber se manifestaram a doença, mas nenhum deles contraiu o bacilo'', comemorou.

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