A Vigilância Sanitária de Rolândia está alertando a comunidade para cuidados com o tipo de taturana Lonomia, ou lagarta de fogo, que queima a pele e pode causar até a morte se a pessoa não for socorrida a tempo. Profissionais da área de saúde se reuniram anteontem para receber orientações sobre a lagarta. Rolândia foi a segunda cidade do Norte do Estado a registrar caso de queimadura da Lonomia. Os dois primeiros casos aconteceram em Tamarana em 1997 e 1998, um deles com morte.
O caso de Rolândia foi registrado em fevereiro na zona rural. Uma garota de 10 anos foi atingida ao subir num pé de manga. ‘‘A menina não morreu porque o socorro médico foi imediato e ela tomou o soro dentro das 72 horas previstas’’, explicou a farmacêutica da Vigilância Sanitária Sandrely Costa Machado Rocha.
Segundo ela, a espécie se desenvolveu em grande quantidade no Rio Grande do Sul e já atingiu cidades do Sul do Paraná. ‘‘Antes que se prolifere aqui no Norte, estamos fazendo trabalhos de prevenção entre técnicos e para a própria comunidade’’, afirmou. Cartazes e panfletos estão sendo distribuídos na cidade, além de palestras em escolas.
A lagarta aparece em maior quantidade nos meses mais quentes do ano. Elas medem de 6 a 7 centímetros e têm cor geral marrom-claro-esverdeada com três listras longitudinais. Sempre vivem agrupadas e alimentam-se de folhas durante a noite.
Quando em grupo, imitam as cores do tronco da árvore. Na época de transformação da lagarta para pupa (casulo), elas ficam próximas do solo e das folhas secas, provocando aí o maior número de acidentes. Vivem em período de três a seis meses.
A preocupação da vigilância, segundo a farmacêutica, é que como se trata de uma taturana, ‘‘normalmente as pessoas não dão muita importância’’ à queimadura. ‘‘Passam pomadas que têm em casa e esperam passar a dor. É aí que está o perigo. A Lonomia age na coagulação do sangue’’, esclareceu Sandrely.
O Hospital Universitário (HU) de Londrina é o único que oferece soro para o tratamento de vítimas na região. Porém, em quantidade restrita. ‘‘Essa espécie ainda não se reproduz em cativeiros e por isso dependemos de casos isolados que aparecem’’, explicou a coordenadora do Centro de Controle de intoxicações do HU Conceição Turini.
Segundo ela, as pessoas não devem botar fogo nas árvores contaminadas com a lagarta sem que técnicos da vigilância sanitária façam um reconhecimento no local. ‘‘Elas têm que ser capturadas vivas e por pessoas preparadas’’, disse Conceição.

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