Saúde alerta para malefícios do cigarro
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quarta-feira, 15 de agosto de 2007
Adriana Ito<BR>Reportagem Local 
Para lembrar o Dia Mundial da Saúde, celebrado no dia 5, e o Dia Mundial Sem Tabaco, que foi em 31 de julho, a Policlínica da Secretaria Municipal da Saúde realizou ontem, no Calçadão de Londrina, um ato público de alerta contra os malefícios do tabaco. Além da distribuição de panfletos, estudantes de enfermagem da Faculdade Integrada Inesul aferiram a pressão arterial das pessoas que passaram pelo local. Ex-fumantes que participaram de um dos grupos de recuperação na Policlínica também prestaram depoimentos, relatando suas experiências.
''Além de orientar as pessoas, nós também estamos recebendo inscrições para os grupos de recuperação'', explicou a fisioterapeuta Clarcia Manaia. Além dela, os dois grupos contam ainda com um nutricionista, um neurologista e um acupunturista. Segundo Clarcia, 98 pessoas já passaram pelo grupo, que oferece quatro sessões semanais de orientações e acompanhamento durante um ano. ''Trinta por cento dos fumantes atendidos deixaram de fumar'', complementou a nutricionista Tatiane Aligleri.
Ex-fumante, Adriana (ela preferiu não informar o sobrenome) é uma das pessoas que conseguiram abandonar o vício, há quatro meses. ''Fumei durante 15 anos, e resolvi parar por causa das doenças. Tenho sinusite, rinite alérgica e bronquite, e minha saúde melhorou bastante depois que parei'', revelou. Ela admitiu que tentou parar diversas vezes sem sucesso e que o acompanhamento dos profissionais contribuiu para a sua conquista. ''Ajuda muito, porque você fica mais animada, e eles te dão a orientação necessária. Mas tem que ter iniciativa, senão não adianta'', recomendou.
''Eu fumo, mas quero parar. Tentei uma vez, mas é difícil, você já está com aquilo na cabeça. Fumar parece que acalma a gente, e até o serviço rende mais'', admitiu a dona de casa Ivaldete Moreira dos Santos, que pegou vários panfletos com informações sobre o tabagismo. Ela contou que já tentou parar, mas o máximo de tempo que conseguiu ficar sem cigarro foi um mês. Com medo de influenciar o filho, Ivaldete revelou que não fuma dentro de casa e evita fumar próximo de outras pessoas. ''Eu não quero que meu filho fume.''
O ato de ontem integra um conjunto de ações realizadas pela Policlínica em agosto. Estudantes de 5 série do Colégio Estadual Dario Vellozo, da Escola Santa Maria e do Colégio Marista de Londrina assistiram a uma apresentação teatral, um filme e receberam orientações sobre os perigos do fumo. Os desenhos produzidos pelas crianças, representando o que aprenderam, também foram expostos ontem no Calçadão. ''Trabalhando com as crianças, além de conscientizá-las, elas também podem dar um puxão de orelha nos pais, e deixar de serem fumantes passivas'', destacou a nutricionista, acrescentando que os estudantes de hoje estão mais bem-informados. ''Eles perguntam sobre arguile, charuto, cigarrete, sabem o que a mídia veicula. Por isso é importante que os pais dialoguem com os filhos'', alertou.
Serviço - Quem quiser participar de um dos grupos de recuperação da Policlínica pode ligar para (43) 3338-3940.


