O chefe da 17 Regional de Saúde, Gilberto Martin, admitiu que uma possível epidemia de dengue hemorrágica (tipo 3) pode acontecer no próximo ano, em Londrina, já que a doença afeta pessoas que contraíram a dengue clássica (tipo 1). ''Tivemos a circulação dos três tipos de vírus na região e isso aumenta o risco de haver contaminações da dengue hemorrágica. Dos recursos disponibilizados, vamos investir R$ 760 mil somente em recursos humanos'', afirmou.
A região administrada pela 17 RS totalizou 6.809 casos confirmados, sendo 5,8 mil somente em Londrina (dados computados até 27 de julho deste ano). As notificações chegaram a 11.349 registros.
Para a diretora de Epidemiologia da Secretaria Municipal de Saúde, Josemari de Arruda Campos, a infecção de crianças e a falta de leitos de UTI em Londrina são outros dois problemas que precisam ser evitados. ''A criança abaixo de seis anos não sabe falar sobre os sintomas. Por isso, pediatras devem estar atentos ao aparecimento de manchas na pele e sangramentos. Temos que evitar a epidemia porque casos de dengue hemorrágica podem exigir o uso de UTIs'', explicou Josemari.
Londrina registrou quatro casos confirmados de dengue hemorrágica, sendo duas vítimas fatais. Segundo Josemari Campos, houve um terceiro caso de morte de um paciente devido a outra complicação da doença.
Antes de começarem a atender a população, os agentes contratados pela 17 RS passarão por um curso intensivo durante as próximas duas semanas.
Também está prevista para o final do mês a instalação das armadilhas contra o mosquito (recipientes que atraem as fêmeas, forçando-as a colocarem os ovos em um líquido neutralizador).
Josemari Campos lembra que o município também mantém um grupo de 186 agentes de saúde que atuam no controle da dengue. (Colaborou Adriana De Cunto)

mockup