Arquivo FolhaIdentificaçãoAranha marrom mede aproximadamente quatro centímetros. Picada deixa um ponto preto no centro e vermelho em voltaA Secretaria Municipal da Saúde alerta a população para que redobre os cuidados com a aranha marrom. Essa época do ano marca o momento em que elas começam a sair com mais frequência das tocas e a provocar um maior número de acidentes. De janeiro a julho houve 1.050 casos de picadas. As vítimas tiveram acesso a atendimento médico precoce e conseguiram controlar os efeitos do veneno inoculado.
Como a temperatura alta aumenta a proliferação do animal, os técnicos da Secretaria Municipal da Saúde pedem a ajuda da população. ‘‘Todos devem manter sempre limpos os locais quentes e pouco mexidos de residências e ambiente de trabalho e inspecionar roupas, sapatos, lençóis e toalhas antes de usar’’, lembra a diretora do Centro de Epidemiologia, a médica Eliane Maluf.
Se fizer calor durante muitos dias seguidos, seguido por um período de chuva com alagamentos, a aranha também pode causar problemas. As aranhas procuram locais quentes e secos para se abrigar e as que estiverem fora de casa tendem a entrar e se esconder entre roupas e objetos. Os acidentes podem acontecer quando eventuais desabrigados voltarem para casa, durante a limpeza dos locais.
Para prevenir a ocorrência, a Secretaria Municipal da Saúde está incluindo essa informação entre as orientações que já estão sendo repassadas à população no trabalho de prevenção desenvolvido pela Prefeitura contra os possíveis efeitos do fenômeno climático ‘‘El NiÀo’’.
A aranha marrom mede aproximadamente quatro centímetros. Aparece com frequência no calor, quando os pequenos insetos - seu principal alimento - são mais abundantes. Rodapés, estantes, quadros e armários embutidos servem de esconderijo. Os acidentes acontecem quando a aranha sai para caçar e entra em contato com uma pessoa. Ela pica para se defender, inoculando um tipo de veneno que pode afetar os rins da vítima.
A parte do corpo que foi picada apresenta um ponto preto no centro com edema (inchaço e vermelhidão) em torno. Dependendo da gravidade da lesão, a vítima é tratada com antialérgicos ou soro.
‘‘Muitas pessoas que pensam ter sido picadas pela aranha chegam a entrar nas unidades de saúde levando o animal num vidro e demonstrando conhecimento sobre seus hábitos e características’’, conta a diretora do Centro de Epidemiologia. O ano de 1994 fechou com 1.919 casos confirmados. No ano seguinte houve 2.437. Em 1996 foram 2.194 casos.

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