Saúde ainda não recebeu exames sobre hantavirose
Emerson Cervi
De Curitiba
Mais de 20 dias depois do início do controle epidemiológico feito pela Secretaria de Estado da Saúde ao município de Cruz Machado (região sul do Estado) ainda não estão prontos os resultados dos exames de sangue das pessoas que podem ter sido expostas ao hantavírus. Ontem, a assessoria da Secretaria de Saúde ainda não tinha recebido os resultados do instituto paulista responsável pela análise do material coletado.
A dona de casa Angélica Niescioreck Ksjosjek, 50 anos, morreu no dia 30 de agosto, no hospital regional de União da Vitória. No dia 14 de setembro comprovada a causa da morte como hantavirose. A doença é causada por um vírus transmitido por saliva, urina ou fezes de roedores. Foi o primeiro caso no Paraná.
Como a hantavirose tem altas taxas de letalidade, a Secretaria de Saúde montou um esquema de controle epidemiológico para constatação imediata de novos casos. Foi coletado sangue do viúvo, de quatro filhos de Angélica Ksjosjek e de outras pessoas que poderiam ter tido contato com o agente causador da doença. Mas, até agora o laboratório não concluiu os exames.
O período de incubação da doença pode ser de até 16 dias. Depois que os sintomas começam a aparecer, normalmente forte dor de cabeça e febre, a evolução é de quatro dias, em média. Como se trata de uma doença hemorrágica, quando ela está em estágio avançado o tratamento é difícil.





