Paranavaí – O Pronto Atendimento Municipal de Paranavaí (Noroeste) está trabalhando com um novo sistema de acolhimento e triagem dos pacientes há cerca de uma semana. Com o Sistema Manchester de Classificação de Risco, os pacientes são atendidos por prioridade clínica e não mais por ordem de chegada. "O sistema nos ajuda a definir quais são os casos de urgência e emergência, que realmente são os casos que têm prioridade de atendimento no PA", afirma a diretora do PA, Simone Cristina Baggio. Ela explicou que o paciente preenche a ficha na recepção e é encaminhado para a triagem, onde uma enfermeira verifica os sinais vitais (pressão, temperatura, etc) e faz algumas perguntas. Ao lançar essas informações no sistema, já é identificado (por cor) o grau de risco do paciente.

Segundo informações da prefeitura, os pacientes classificados na cor vermelha são os casos de emergência, que necessitam de atendimento imediato. Quem é classificado na cor laranja está na faixa de "muita urgência", que necessitam de atendimento praticamente imediato. Estes
podem esperar até 15 minutos pelo atendimento. Os casos de urgência recebem a cor amarela, necessitam de atendimento rápido, mas podem aguardar até 30. As duas últimas cores, verde e azul, são para pacientes que podem aguardar um pouco mais pelo atendimento (duas e quatro horas, respectivamente) ou podem até mesmo ser encaminhados para outros serviços de saúde.

Aproximadamente 40 enfermeiros da Secretaria Municipal de Saúde que atuam nas UBS e no Pronto Atendimento, participaram do treinamento para a implantação do sistema. Para Simone, o desafio é conseguir que todos os enfermeiros que trabalham na rede municipal de Saúde utilizem este conhecimento de classificação de risco antes de enviar um paciente da UBS para atendimento no PA.

"O Pronto Atendimento é uma unidade de urgência e emergência, mas absorvemos muitos casos que são resolvidos facilmente na Unidade Básica de Saúde. Algumas vezes porque o paciente não procura a UBS e vem primeiro aqui, mas outras vezes porque a unidade de saúde não dá a orientação correta ou ainda encaminha casos que não são de urgência nem de emergência para o PA. O que precisamos agora é fazer todo um trabalho de conscientização da população e também dos profissionais das UBS para que apenas os casos de urgência e emergência sejam realmente absorvidos aqui", ressalta a diretora do PA. "Não queremos e nem vamos negar atendimento a ninguém, mas com esse sistema de classificação de risco, às vezes o paciente vai ter que esperar muito mais pelo atendimento aqui do que se procurar primeiro a sua UBS de referência", acrescenta.

mockup