O presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa Idosa (Cedi) e coordenador da política à pessoa idosa da Secretaria de Estado da Saúde, Rubens Bendlin, confirma a preocupação se a rede pública dará conta de absorver o acréscimo progressivo do número de consultas e de exames gerado pelo envelhecimento da população. Hoje, 70% dos 1,15 milhão de idosos do Paraná são usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).
Por outro lado, Bendlin diz que está em curso um movimento que poderá garantir um envelhecimento ativo como preconiza a Organização Mundial de Saúde (OMS). Ele cita que a Política Nacional do Idoso, de 2006, gerou a criação da caderneta da pessoa idosa, com informações completas sobre os indivíduos. No Paraná, 500 mil cadernetas já foram implantadas.
Há também a preocupação com fraturas de fêmur. ''Cerca de 30% dos idosos tendem a cair ao menos uma vez ao ano, principalmente dentro de casa, e 12% das quedas são gravíssimas. Mas as quedas também estão ligadas a questões de acessibilidade nas cidades, prejudicada por calçadas inadequadas, buracos, troncos, transporte coletivo mal adaptado'', contextualiza Bendlin. Outro foco de atenção tem sido a formação de cuidadores de idosos.
Além disso, neste ano serão realizados 18 encontros regionais com a finalidade de discutir a rede de proteção dos idosos e outros temas relevantes como criação de fundos estaduais e municipais e de delegacias especializadas. Em novembro, o Estado realiza sua 5 Conferência dos Direitos dos Idosos. (L.A.)

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