SAÚDE - Hanseníase ainda é alvo de preconceito
Apesar de existir há mais de dois mil anos, a hanseníase, ou lepra, ainda não foi erradicada e a principal barreira é o preconceito, criado por imagens do passado que colocavam os doentes como pessoas deformadas que viviam confinadas em leprosários. A hanseníase tem cura, com tratamento garantido pela saúde pública. No entando, é fundamental um diagnóstico precoce.
As pessoas devem ficar atentas a sintomas como manchas dormentes brancas ou avermelhadas, caroços ou inchaço na pele, principalmente no rosto e orelhas, manchas com aspecto de areia em formato arredondado, nódulos dentro e embaixo da pele avermelhada e manchas que lembram descamação da pele.
A hanseníase se manifesta de quatro formas: duas contagiosas e duas não contagiosas. Cerca de 90% da população têm resistência à forma contagiosa. A transmissão ocorre através do contato íntimo e prolongado e do compartilhamento de objetos como lenços, copos e talheres. Mas se a pessoa já estiver em tratamento a doença deixa de ser transmissível.
- Varia de seis meses a dois anos. Se não for tratada, a doença pode causa atrofia muscular, alterações neurológicas, perda das sombrancelhas, lesões internas nos olhos, rins e fígado, desabamento do nariz e deformidades dos dedos das mãos e dos pés.
- Em Londrina, são cerca de 70 novos casos de hanseníase registrados por ano. A incidência é considerada baixa pela Secretaria Municipal de Saúde. No entanto, o Ministério da Saúde pretende erradicar a doença do País até 2007.
O Programa Folha Cidadania tem como objetivo criar o hábito de leitura entre os jovens.





