Se o tratamento de dengue em adultos é complicado, nas crianças a atenção deve ser ainda maior. O plano de hidratação e a conduta clínica precisam ser adequadas. Segundo a médica Jaqueline Capobianco, do Hospital Universitário de Londrina, um adulto com a doença consegue referir bem os sintomas, mas as crianças não, principalmente aquelas com menos de dois anos.
  ‘‘Por isso o diagnótico exige que o pediatra tenha um acompanhamento maior e siga um protocolo. Com essa epidemia, não dá tempo para haver dúvidas. Todo mundo precisa falar a mesma língua para oferecer o melhor atendimento’’, afirma Jaqueline, que promoveu um treinamento para médicos pediatras, plantonistas e alunos de Medicina.
  A capacitação se baseou no novo manual lançado este ano pelo Ministério da Saúde, que traz, entre outras atualizações, a maneira de conduzir os pacientes que apresentem quadros leves e graves, como a febre hemorrágica da dengue.
  ‘‘A dengue é uma doença em que o médico deve rever a criança quase diariamente, para observar hidratação e evolução. Pois em um primeiro momento, existe uma grande possibilidade diagnóstica, já que os sinais apresentados pelos pequenas são sintomas inespecíficos’’, explica a pediatra. Segundo a secretaria de Saúde, 16% dos casos confirmados na cidade são em menores de 12 anos.



● Além do soro aplicado ambulatorialmente, é preciso beber muita água para hidratar o corpo e fazer repouso. Recomenda-se também a ingestão regular de soro caseiro, sucos de frutas, chás em geral e água de coco


● Doença causada por um vírus (Flaviviridae) transmitido por meio da picada da fêmea contaminada do mosquito Aedes aegypti

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