A população economicamente ativa do Paraná tem sido a mais atingida pela dengue. Do total de 10.332 casos confirmados da doença no Estado, 50,9% das vítimas têm entre 20 e 49 anos de idade. Os índices foram divulgados ontem pela Secretaria de Estado de Saúde. De acordo com o levantamento, as cidades que acumulam o maior número de contaminações são Londrina (3.812), Cornélio Procópio (1.571), Foz do Iguaçu (1.151) e Jacarezinho (866).
Segundo o chefe do Departamento de Vigilância Ambiental do Paraná, Sílvio Brandt, ainda não é possível mensurar os prejuízos econômicos causados pela dengue. ''Pretendemos fazer um estudo para avaliar porque a dengue atinge mais as pessoas com idade entre 20 e 49 anos e o impacto gerado pelas faltas ao trabalho por causa da doença. Mas ainda não temos uma data prevista para começar este trabalho'', diz.
De acordo com a diretora de Epidemiologia da Secretaria de Saúde de Londrina, Sandra Caldeira, os sintomas da dengue costumam afastar a pessoa do trabalho por uma semana, em média. ''O quadro clínico de febre, dor de cabeça, náusea e dores no corpo exige aproximadamente sete dias de repouso'', explica.
Apesar do alto índice de contaminação por dengue no Paraná, na avaliação dos órgãos públicos de saúde, o nível de proliferação da doença está em declínio.
''No mesmo período do ano passado, registramos 14.905 casos de dengue, uma queda de 44,4% em relação aos 10.332 contabilizados até a semana passada'', enfatiza o chefe da Vigilância Ambiental do Paraná.
''O número de casos confirmados ainda está aumentando devido ao grande número de pacientes que haviam sido notificados com suspeita da doença e só agora estão recebendo o resultado dos exames. Mas até as notificações estão caindo. Em fevereiro, a média semanal de pacientes com suspeita da doença era de 1,2 mil e agora caiu para 400'' ressalta Sandra Caldeira.
De acordo com a direteora, esse declínio já era esperado. ''Apesar disso, é importante que a população continue atenta às medidas preventivas para conter a proliferação do mosquito Aedes aegypti'', alerta.
Esta semana, cerca 9 mil imóveis de Londrina serão visitados por 230 agentes da Secretária Municipal de Saúde. ''Vamos visitar todas as regiões para colher dados do Lira, que mede o índice da presença de focos do Aedes aegypti no município'', explica o coordenador do setor de Endemias da Secretaria de Saúde, Elson Belisário.

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