Curitiba A partir de agosto os servidores públicos do Estado que usam o Sistema de Atendimento à Saúde (SAS) contarão com 42 hospitais credenciados para prestar atendimento. O edital de licitação, que está sendo preparado pela Secretaria de Estado da Administração e Previdência, prevê a contratação de 16 hospitais de grande porte, que ficam em macrorregiões do Paraná, além do do Hospital da Polícia Militar, em Curitiba. Os 16 deverão contratar outros 25 em cidades dentro de suas regionais. Só em Curitiba, onde os servidores reclamam na demora no atendimento no Hospital Evangélico (único credenciado que atende o SAS), a expectativa é que a ampliação tire da fila de atendimento 57 mil dos 123 mil pacientes.
Atualmente, 17 cidades do Paraná possuem hospitais credenciados ao SAS, fazendo com que 97% dos pacientes tenham que viajar em média 100 quilômetros para conseguir atendimento. Com a ampliação para 42, essa distância deve diminuir para uma média de 50 quilômetros. Os hospitais que já atuam com o SAS também vão ter que passar pelo processo de licitação, uma vez que os contratos estão vencendo. De acordo com a secretaria de Admiministração e Previdência, até o final de 2005 uma nova licitação deve ser feita, aumentando para 78 os locais de atendimento no Estado.
Em Curitiba, os servidores vem, há algum tempo, sentindo dificuldades para conseguir atendimento de emergência. No início do mês, a Folha mostrou o caso de uma servidora que teve que ir dois dias no Evangélico para conseguir atendimento e esperou pelo menos cinco horas. A funcionária pública estava com pneumonia. Em entrevista, o secretário de Estado da Aministração e Previdência, Reinhold Stephanes, justificou a demora justamente em função da grande demanda, já que cidades como Ponta Grossa ainda não têm hospitais credenciados.
Não será preciso gastos extras para a ampliação do sistema, de acordo com a secretaria. Hoje, o custo do sistema é de R$ 6,1 milhões.

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