O sargento Isacar Floriano de Freitas foi afastado do cargo. Ele comandava o grupo de serviço da Tropa de Choque da Polícia Militar que, na última sexta-feira, esteve no 3º Distrito Policial fazendo a revista nos presos, após tentativa de fuga.
Os policiais militares foram acusados de bater nos presos quando eles retornavam para as celas depois da revista. As cenas foram mostradas pela televisão CNT. Os PMs enfileirados formavam um ‘corredor polonês’ e espancavam com cassetetes os presos que passavam.
O afastamento do sargento foi determinado pelo comandante do 5º Batalhão da Polícia Militar (BPM), Marino Ari Burille. Segundo o capitão Edwaldo Machado, o comandante iria, ontem à tarde, assistir ao vídeo com as cenas do espancamento dos presos. ‘‘O comandante espera identificar os policiais que participaram do ato e então ver qual procedimento adotar’’. A ação dos PMs, aliada ao problema da superlotação e aos privilégios dos ‘‘presos de confiança’’, denunciada pelos detentos do 3º DP, motivou a rebelião de sábado.
Após a rebelição, o juiz da Vara de Execuções Penais e corregedor dos presídios, Roberto do Valle, ameaçou soltar os presos não condenados a partir desta semana, devido às péssimas condições em que se encontram os DPs. ‘‘Ele só pode estar brincando,’’ reagiu o presidente da Câmara de Vereadores de Londrina, major Adalberto Pereira (PFL). ‘‘É temerário fazer uma afirmação dessas’’, complementou.
Sobre a postura que a Câmara pretende adotar em relação ao problema, Pereira diz que deve ser enviado requerimento à Secretaria de Segurança Pública, pedindo providências urgentes. ‘‘Vamos também tentar agendar uma audiência com o secretário. O Estado não pode mais ficar de fora. A prisão provisória tem que sair o mais rápido possível’’.
O presidente do Conselho Municipal de Segurança, Irineu Abílio Vieira, afirmou que a entidade vem desenvolvendo esforços para agilizar a construção da prisão provisória. ‘‘O problema dos distritos é crítico e atinge toda a comunidade’’.

mockup